A Polícia Militar de Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande, divulgou uma nota de atualização sobre a ocorrência registrada no último sábado (27), que inicialmente havia sido enquadrada como estupro de vulnerável, envolvendo uma criança de 6 anos e tendo o pai como suspeito.
Segundo os policiais, na ocasião em que foi acionada, a guarnição policial adotou todas as providências imediatas e legais, incluindo o encaminhamento da vítima para atendimento médico especializado e a apresentação das partes à autoridade policial competente.
Ainda conforme a nota, embora o primeiro exame médico tenha indicado a necessidade de aprofundamento da apuração, um exame complementar posterior afastou a materialidade do crime. Diante disso, o suposto autor foi liberado pela autoridade policial de plantão, por não haver, naquele momento, elementos suficientes para sustentar a acusação inicial.
Durante a análise preliminar do fato, a Polícia Militar também identificou indícios de conflito familiar decorrente de rompimento com interesses conflitantes, o que reforçou a necessidade de cautela na condução e divulgação da ocorrência.
A PM ressaltou que atua com responsabilidade institucional e que, em casos sensíveis, evita a divulgação precipitada de informações que possam causar danos irreparáveis às partes envolvidas, especialmente à criança.
O suposto caso
Um homem de 27 anos havia sido preso suspeito de abusar sexualmente da própria filha, de 6 anos, em Maracaju. A denúncia partiu da mãe da criança, que procurou a Delegacia da Polícia Civil relatando que, no dia 23 de dezembro, a menina foi para a casa do pai, onde passou o Natal.
Na tarde de sábado (27), ela retornou para a residência onde mora e foi tomar banho de piscina com a prima. Depois de algum tempo, a filha passou a reclamar de dores na região íntima e, ao ser questionada pela mãe, contou que o pai havia mexido com os dedos e acabou machucando.
A mulher então acionou a Polícia Militar que foi até a casa do homem e a menina passou por atendimento médico no hospital da cidade, e os exames confirmaram o abuso. Diante disso, o genitor foi preso e levado para a delegacia.







