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Interior

29/12/2025 09:11

Homem é assassinado a tiros em Coronel Sapucaia; morte pode ter sido motivada por dívida

Lúcio Ximenes, de 48 anos, foi executado em frente à própria casa; autor fugiu em motocicleta e polícia apura possível motivação ligada a dívida com mascateiro

No final da tarde deste domingo (28), o vice-capitão da Aldeia Taquaperi, localizada às margens da MS-289, na zona rural de Coronel Sapucaia, a 396 km de Campo Grande, foi morto a tiros dentro do próprio território indígena. A vítima foi identificada como Lúcio Ximenes, de 48 anos, liderança do povo Guarani Kaiowá.

De acordo com o boletim de ocorrência, ele estava em frente à residência que dividia com sua esposa, quando um homem, conduzindo uma motocicleta de origem estrangeira, de cor preta, aproximou-se da cerca e perguntou se ele comercializava gasolina. Após a resposta negativa, o suspeito sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos contra a vítima.

Mesmo ferido, Lúcio tentou correr, mas caiu logo em seguida, ainda nas proximidades da residência, não resistindo aos ferimentos. Após os disparos, o autor fugiu rapidamente do local. Testemunhas não souberam dizer em qual direção.

Ainda conforme os relatos, Lúcio possuía dívidas com vendedores ambulantes (mascateiros). Um deles, de origem paraguaia, já teria ameaçado a vítima devido ao atraso de duas parcelas no valor de R$ 200, referentes à compra de uma lavadora de roupas e uma sapateira. A polícia considera essa informação como uma possível motivação para o crime, que segue sob investigação.

O local não pôde ser isolado adequadamente, pois já se encontrava alterado e contaminado pela presença de diversas pessoas. Segundo a polícia, os procedimentos foram realizados rapidamente devido à grande comoção da comunidade.

A morte de Lúcio Ximenes causou forte comoção e revolta entre moradores da aldeia e lideranças indígenas. Em nota, o movimento Aty Guasu manifestou repúdio ao crime, classificando o assassinato como mais um grave ataque contra lideranças indígenas e cobrando justiça, responsabilização dos autores e respeito ao povo Guarani Kaiowá.

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