A proposta de construção da Unidade da Mulher e da Criança (UMC), anexo ao Hospital Universitário (HU-UFGD) vai continuar. Embora a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) tenha que devolver recursos de R$ 12,9 milhões que estão parados em sua conta desde 2012, que seria para tirar a unidade do papel, surge agora uma nova etapa para redefinir o antigo projeto. A informação é da superintendência do HU.
Em nota encaminhada à imprensa, a assessoria informou que uma equipe técnica, formada por representantes da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops) estará em Dourados para uma série de reuniões e visita aos diversos setores do HU. O ponto central de todas as discussões será a viabilização dos projetos relativos à UMC.
A visita técnica inicia nesta quinta-feira (6). "Nos deparamos com uma situação crucial, pois os projetos e planos anteriormente elaborados já se mostravam insuficientes para atender as demandas, bem como se mostrou necessária uma nova reavaliação financeira", diz a superintendente do HU-UFGD, Mariana Croda. Ela foi empossada no cargo semana retrasada.
A declaração da médica faz referência à decisão do Ministério da Saúde, que obriga a UFGD a devolver os recursos anteriormente disponibilizados para as obras da UMC, num total de R$ 12,9 milhões. A devolução já foi providenciada e está em vias de finalização. Desde 2012 vem sendo discutido a construção do UMC, mas problemas burocráticos sempre emperraram tirar a unidade do papel.
No entanto, ainda não se fala de onde sairá os recursos para construir a UMC, anteriormente chamada de IMC (Instituto da Mulher e da Criança). O valor a ser devolvido era uma verba parlamentar do deputado federal Geraldo Resende (PMDB/MS).
O problema é o que com a crise, anunciada no final do ano passado, ao invés de disponibilizar recursos o governo federal está cortando gastos, inclusive das universidades. A UFGD chegou a anunciar semana passada que mesmo com o corte, o recurso não tem sido repassado integralmente pelo Ministério da Educação e todo mês tem ficado em atraso, aproximadamente 20 a 30% das despesas liquidadas no sistema financeiro do Governo Federal (SIAFI), de modo que a universidade acumula mensalmente contas a pagar desde janeiro de 2015. Com isso somente os pagamentos essenciais da universidade e da política assistencial estudantil estão sendo mantidos.







