Rio Brilhante e o distrito de Prodência Thomaz enfrentam uma crise contínua e crescente com quedas constantes de energia elétrica que prejudicam moradores, comerciantes e pacientes que dependem de aparelhos médicos. Apesar das reclamações e tentativas de realização de audiências públicas pelos vereadores, a situação ainda não foi resolvida e a concessionária Energisa não apresentou soluções satisfatórias.
O jornalista Mohamed Alle, que acompanha a situação desde o início do ano, relata que o problema já dura meses e vem piorando com o passar do tempo. “A situação já dura desde janeiro e de lá para cá a situação tem piorado a cada dia. Tenho até um documento do PROCON com 43 casos de reclamações sobre essa situação. Fora as outras reclamações que não são feitas, isso porque muita gente não faz sequer um boletim para reaver eletrodomésticos que acabam queimando com a queda de energia. A burocracia os impede”, explica Mohamed.
Apesar das mais de 40 reclamações documentadas e relatos da população, vereadores alegam que o serviço está sendo entregue com qualidade e que não veem necessidade de audiência pública para tratar do tema. “Os vereadores vêm tentando uma audiência pública, mas eles alegam que não têm problemas ou reclamações”, destaca o jornalista.
A crise afeta diretamente tanto Rio Brilhante quanto o distrito de Thomaz Prudêncio, uma região com quase 6 mil habitantes, onde as quedas podem durar até mais de 24 horas. “No caso de pessoas doentes, alguém que precise de aparelho de inalação tem que correr ao hospital, porque não se sabe exatamente quando voltará a energia”, complementa Mohamed.
Os comerciantes também sentem o impacto financeiro. “Mais de 2h sem energia já gera muito prejuízo para os comerciantes”, comenta o jornalista. Além disso, há a preocupação com pacientes acamados e remédios que precisam estar refrigerados, um risco sério para a saúde da população.
Segundo o jornalista, transformadores antigos, que não suportam a demanda, têm estourado e até mesmo fios já pegaram fogo com frequência, mesmo sem chuvas ou ventos fortes. Representantes da Energisa participaram das audiências públicas em 2023 e 2024, mas neste ano não compareceram, alegando que não há problemas no fornecimento.
“A Energisa não tem dado nenhuma justificativa para os moradores dessas duas regiões. Alegam que está tudo normal e nem sequer fazem uma pesquisa de satisfação para saber a real situação”, denuncia Mohamed. A reportagem entrou em contato com a Energisa solicitando um posicionamento oficial e aguarda retorno.







