Aos 42 anos, Míria Peter Vitalino morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em uma cirurgia cardíaca de emergência. Diagnosticada com dissecção de aorta tipo A, uma das condições mais graves da medicina, ela não resistiu ao procedimento realizado na Santa Casa de Campo Grande, nesta terça-feira (13).
Míria estava internada desde a sexta-feira (9) na Santa Casa, aguardando uma cirurgia considerada imediata e vital. O diagnóstico foi confirmado após ela passar por unidades de saúde em Três Lagoas e revelou o rompimento da principal artéria do corpo humano, uma condição que exige intervenção urgente, sem margem para demora.
Apesar da gravidade do quadro, a cirurgia não ocorreu no tempo necessário. Segundo familiares, houve falta de insumos e de vaga disponível. Durante o período de espera, Míria permaneceu consciente, não entubada, mas com a pressão arterial instável, sob cuidados intensivos na UTI.
A família buscou auxílio por meio da regulação estadual, de hospitais da Capital e até do Ministério Público, mas, segundo o TL Notícias, não obteve resposta a tempo. Somente na manhã desta terça-feira (13), às 7h55, Míria foi encaminhada ao centro cirúrgico. A cirurgia teve início por volta das 9h.
No entanto, seu marido confirmou pelas redes sociais que Míria não resistiu ao procedimento. A notícia gerou comoção e repercutiu rapidamente, acompanhada de mensagens de luto, indignação e solidariedade.
Míria deixa o esposo e um filho de quase dois anos, que completará aniversário no próximo mês. A família, que não é de Três Lagoas, ainda não divulgou informações sobre velório e sepultamento.







