O Município de Dourados vai aguardar a notificação oficial por parte do MPE (Ministério Público Estadual) para se pronunciar sobre a recomendação expedida pelo promotor de Justiça Ricardo Rotunno, pedindo a exoneração do ex-diretor presidente da Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados), Albino Mendes, ou de seu filho, Everton Basílio Pacco Mendes, que ocupa função de diretor técnico da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a PGM (Procuradoria Geral do Município) analisará o caso quando o documento estiver em mãos e se posicionará perante a medida, publicada na edição de hoje (17) do Diário Oficial do MPE.
Segundo a Promotoria, Mendes, hoje nomeado na Assessoria Especial II no gabinete da prefeita Délia Razuk (PR), havia nomeado o seu filho quando ainda atuava na função de diretor da Fundação, em 2 de fevereiro.
Sua exoneração na Funsaud ocorreu no dia 9 de fevereiro, data em que assumiu o novo cargo o que levou o Ministério Público a entender que houve por parte da administração municipal, responsável pelas nomeações, a tentativa de ludibriar a sociedade.
"A conduta praticada viola o princípio da moralidade administrativa, na medida em que restou clara a tentativa dos envolvidos de ludibriar, principalmente a sociedade, dando ares de legalidade à manutenção de pai e filho em cargos de confiança vinculados, ainda que indiretamente, ao Gabinete da Chefe do Poder Executivo".
Segundo o Ministério Público, caso a recomendação não seja cumprida, serão tomadas "providências judiciais e extrajudiciais pertinentes para garantir a prevalência das normas de proteção ao patrimônio público e social".
O órgão deverá ser comunicado, no prazo de até 10 dias a partir do recebimento do documento, se a autoridade acolherá ou não a medida.








