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Interior

Nível do Rio Paraguai diminui e número de queimadas cresce em Corumbá

27 agosto 2015 - 07h15Por Amanda Amaral

A falta de chuva em Corumbá, a 415 km de Campo Grande, já completou um mês e os sinais são visíveis aos olhos e sentidos no corpo de quem visita a região, uma das mais turísticas do Estado. A umidade relativa do ar já enfrentou dias piores ainda em agosto e está em torno de 50%, acima do nível mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 30%. Tanta secura é combinada com as altas temperaturas, que frequentemente tem chegado aos 37 ou 38ºC.

Segundo o Serviço de Sinalização Náutica do Oeste, a baixa do nível do rio é considerada normal para a época do ano, que tem períodos de cheia entre os meses de abril e julho. O nível mínimo deste mês é de 4,16 metros e está em situação de queda, sendo que no dia 1º esse número estava em 4,53 metros.

Para o turista que esteve na cidade durante o fim de semana, para aproveitar o Festival América do Sul Pantanal, se surpreendeu com a quantidade de vegetação a vista no mirante da cidade vizinha, em Puerto Suarez, na Bolívia. “Em outros anos, quando eu vinha pro festival, não dava pra ver as plantas, está bem diferente. Mesmo assim, garante uma foto bonita de recordação”, disse a douradense Marta Olívia, 54 anos.

Água rasa não impediu a pescaria das crianças, que conseguiram pegar um peixe depois de várias tentativas. Foto: Amanda Amaral

Mesmo com a baixa, a situação não chega nem perto de uma das piores secas da história do Rio Paraguai, em 2012, quando o nível chegou aos 2,52 metros em Ladário. No mesmo mês de 2014, foram 4,58 metros e, em 2013, foram 3,70 metros.

Níveis do Rio Paraguai nos últimos anos. Gráfico: Serviço de Sinalização Náutica do Oeste

Em 2012, conforme dados do Centro de Hidrografia da Marinha, o rio Paraguai atingiu seu segundo menor nível da história, 75 cm na região de Cáceres (MT). A previsão do tempo para a região de Corumbá nos próximos dias mostra que há probabilidade de pancadas de chuva rápidas na quinta-feira (27).

Queimadas

  

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 1.102 focos de incêndios em vegetações já foram registrados entre janeiro e agosto na cidade, metade dos focos de todo Mato Grosso do Sul nesse período, que foram 2.269.

Quem procurar


A marinha informa que em casos de dificuldades com as embarcações, como problemas de navegação, falta de sinalização náutica ou qualquer outra situação, o navegante pode se dirigir ao Serviço de Sinalização Náutica do Oeste, pelo número (67) 3234-1189, ou ainda à Capitania Fluvial do Pantanal, no telefone (67) 3231-2740.