O trabalho da Polícia Federal em Dourados para identificar o valor total da carga milionária apreendida na sexta-feira (12) na rodovia MS-164 deve durar aproximadamente um mês, segundo informado pelo delegado Marcel Maranhão.
“São muitos itens específicos, equipamentos que somente especialistas podem esclarecer do que se trata e a gente vai ter que ir até essas pessoas procurar um apoio para identificar o que é e aí sim estimar um valor”, disse o delegado, em entrevista ao site Dourados News.
Agentes da PF devem, por exemplo, ir até o Hospital Universitário pedir ajuda à direção e ao corpo clínico para identificar equipamentos de raio-x, odontológicos, entre outros que foram apreendidos junto de centenas de outras mercadorias, todas oriundas do Paraguai. A PF diz precisar também de um especialista – que o órgão ainda não sabe de qual área será – para identificar uma rocha de mais de 50 quilos que estava embalada em uma caixa com decoração artística.
“É uma coisa que nunca vimos igual, imagino que seja de valor, algum tipo de minério, não sabemos. É peça encomendada para quem entende da coisa, um especialista ou colecionador, como é o caso de várias garrafas de vinhos importados e muito antigos que também encontramos no caminhão”, destacou Maranhão.
Depois que todos os itens forem identificados e tiverem seus valores estimados, os produtos serão encaminhados para a Receita Federal, que deve mandá-los para doação ou leilão.







