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Interior

há 3 semanas

Prefeitura se cala sobre 'asfalto fantasma' em Naviraí

Ministério Público entrou apontou que prefeito falha na fiscalização de obras da cidade

Atual prefeito de Naviraí, Rodrigo Massuo Sacuno, resolveu se calar diante das graves denúncias de ‘asfalto fantasma’ na cidade que administra. Ele é alvo de recomendação em trâmite no Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que apura falha de fiscalização em obras de pavimentação asfáltica.

Conforme o MP, após conclusão de inquérito civil que tem como alvo contrato firmado entre a Prefeitura de Naviraí e o Conisul (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso do Sul), houve a identificação de diversas irregularidades, como por exemplo a inclusão de ruas que não constavam no escopo contratual e a falta de detalhamento nos relatórios sobre os serviços realizados.

Um relatório técnico do Corpo de Engenharia e Arquitetura do MPMS apontou que documentos da Usina de Asfalto, datados de janeiro e março de 2022, registraram a produção de 255,06 toneladas de CBUQ sem indicação do local de aplicação ou do tipo de serviço executado. O volume corresponde a um gasto de R$ 141.755,63. Para o Ministério Público, não houve comprovação da efetiva execução dos serviços nem do destino do material.

Diante das irregularidades, a promotoria destacou que a ausência de estudos técnicos preliminares, projetos básicos adequados e fiscalização eficiente compromete a correta aplicação de recursos públicos. 

Mesmo com as denúncias, O prefeito Rodrigo Sacuno optou pelo silêncio, evitando um dos deveres da administração pública: a transparência.

A RECOMENDAÇÃO
Na recomendação, o Ministério Público orienta o prefeito Rodrigo Sacuno, a determinar que todas as licitações de obras e serviços de engenharia, inclusive os chamados serviços de “tapa-buracos”, sejam instruídas com projeto básico, conforme prevê a legislação. Também recomenda que a execução dessas obras seja acompanhada mensalmente, com medições padronizadas, vistorias presenciais, descrição detalhada dos materiais utilizados e registro de falhas e correções.

Outra orientação é que os serviços de manutenção da pavimentação asfáltica sigam as diretrizes do Manual de Conservação Rodoviária do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), com identificação precisa das ruas atendidas. O MP sugere, inclusive, o uso de relatórios com fotografias georreferenciadas para comprovar a execução dos serviços.

A Prefeitura tem prazo de 30 dias para informar se irá acatar a recomendação e apresentar documentos que comprovem as providências adotadas.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura da cidade, mas até a publicação desta matéria não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

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