Dois casos emblemáticos marcaram as páginas policiais de Mato Grosso do Sul no último mês. E até o momento ambos têm o mesmo desfecho: a impunidade. No primeiro, um coreógrafo é indiciado pelo estupro e abuso sexual de sete mulheres; foge e não é preso. No segundo, um ‘jovem’ de 23 anos corre a mais de 160 km/h numa caminhonete, bate num carro de uma mulher com uma criança, mata um, foge e – advinha – não é preso.
Será essa então a Justiça de Mato Grosso do Sul? O fim é este? É só fugir que está tudo resolvido? Eu fujo e não sou preso? É isso mesmo?
Detalhes das histórias chegam a ser bizarros. O primeiro advogado de Tom Brasil chegou a ser avisado pela delegada do que investigava os crimes sexuais de que a Polícia Civil pediria a prisão do coreógrafo. Lógico, ele fugiu. A polícia depois ainda afirmou que ‘desconfiava’ que ele estaria em propriedades rurais da família, falou em força-tarefa para prendê-lo. Isso há mais de semanas, e segue o jogo...
Já o caso de João Pedro da Silva Mirada Jorge, 23 anos, é mais recente, mas não menos emblemático. Após bater no carro de Carolina Albuquerque Machado, 24, e matar a jovem, o ‘estudante’ fugiu a pé, deixando uma criança ferida sem socorro no carro da moça. Todas as redes sociais do jovem desapareceram – que jovem discreto né, nunca gostou mesmo dessas modernidades... (ironia gente)
Novamente, a Polícia Civil fala em ‘força-tarefa’ para prender o rapaz. Novamente, não consegue. Nos dois casos, há ordem judicial para prisão dos suspeitos (e leitor, não adianta brigar com a palavra suspeito, para a JUSTIÇA o termo é esse, e depois nós usamos outra palavra aqui e ainda somos processados).
No fim, a velha máxima de que é a Lei é para todos não parece se aplicar a Mato Grosso do Sul. Obrigado Brasil







