Cidades

19/02/2019 13:10

MS deixa de ser apenas rota do tráfico para virar consumidor de maconha, diz Secretário

Segundo o Secretário, os traficantes utilizam as regiões de fronteira para aumentar o comércio no Brasil

19/02/2019 às 13:10 | Atualizado 20/02/2019 às 07:07 Dany Nascimento
Wesley Ortiz

O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Videira, acredita que o Estado deixou de ser apenas a rota do tráfico para se tornar um dos maiores consumidores de maconha do país. Em entrevista para o portal ‘O Estadão’, o secretário afirma que a missão dos traficantes é colocar 6 toneladas de maconha para ‘girar’ no mercado ilegal brasileiro semanalmente.

Videira destaca que, com a morte de Jorge Rafaat pelas mãos do PCC (Primeiro Comando da Capital), uma guerra foi iniciada e a facção cresceu ainda mais, fazendo com que Mato Grosso do Sul recebesse ainda mais carregamentos de maconha. Conforme a entrevista, o Secretário afirma que existe até erva transgênica no comércio ilegal.

Segundo o Secretário, os traficantes utilizam as regiões de fronteira para aumentar o comércio no Brasil. O PCC é responsável pelo tráfico em Pedro Juan Caballero, Capitán Bado e Ciudad del Este. Já o Comando Vermelho controla as regiões de Salto del Guairá, Ypehú e o distrito de Zanga Pyitão. 

“Pedro Juan é a saída para o Porto de Paranaguá (PR) ou São Paulo, mas também se tira por Salto del Guairá ou pela rota de Rosário, que cruza o Chaco paraguaio, passa pela Argentina e vai para o Porto de Itajaí (SC)”, disse o secretário para o Estadão.