Política

03/10/2019 13:57

Documento apreendido na casa dos Name liga Nelsinho a suposta compra de sentença

Parlamentar nega as acusações e destaca que está disposto a abrir mão de qualquer tipo de sigilo para provar a sua inocência

03/10/2019 às 13:57 | Atualizado 04/10/2019 às 08:24 Vinícius Squinelo
Reprodução/Facebook

Documento apreendido no quarto do autointitulado empresário Jamil Name, preso na Operação Omertá, liga o senador Nelsinho Trad (PSD) a suposta compra de sentenças judiciais. Por sua vez, o parlamentar nega as acusações e destaca que está disposto a abrir mão de qualquer tipo de sigilo para provar a sua inocência.

De acordo com relatório das apreensões durante busca na casa família Name, os policiais encontraram um documento (veja abaixo) que informa o gasto de R$ 2,25 milhões na compra de sentenças para desbloqueio de bens de Nelsinho e outros réus.

Seriam duas sentenças sob suspeita, sendo que cada réu teria gasto R$ 200 mil na primeira decisão e R$ 250 mil na segunda.


(Documento mostra supostas relações de Nelsinho)

Em nota divulgada através de sua assessoria, Nelsinho declarou que “jamais participou de qualquer ato ou negociação com qualquer pessoa que seja, como menciona a reportagem”.

“A ilação não faz o menor sentido uma vez que todas as decisões do Desembargador nominado foram - até o presente momento - contrárias aos recursos interpostos. Ainda, somos favoráveis à abrir qualquer tipo de sigilo, seja processual, fiscal, telefônico, que envolve o senador para deixar absolutamente claro que não há nenhuma vinculação dele com o fato relacionado.

As ilações são tão desprovidas de sentido que basta ler o indigitado papel apócrifo e sem assinatura para concluir que não faz nenhuma vinculação ou mínima alusão a um suposto benefício ao senador. A veiculação tem clara natureza política, uma vez que só o nome do senador foi ventilado, mesmo havendo menção a outra pessoa (que não o senador) aludida no anônimo documento. Por isso, tomaremos as medidas jurídicas cabíveis contra essa brutal tentativa de macular a reputação do senador Nelson Trad Filho”.