Cidades

24/11/2019 11:30

Comum em Campo Grande, cachorros com cinomose precisam ser isolados

A disseminação da doença ocorre por meio de contato direto com secreções que contenham o vírus

24/11/2019 às 11:30 | Atualizado 25/11/2019 às 07:58 Nathalia Pelzl
Ilustrativa/ Wesley Ortiz - Arquivo

A cinomose, doença infecciosa altamente contagiosa, atinge animais de ordem carnívora, como cães, furões e alguns animais silvestres. A veterinária Caroline Costa, 27 anos, conta que é preciso estar atento aos sinais e fala dos sintomas.

“Os animais que apresentam sintomas como inclinações de cabeça, convulsões, paralisia parcial ou total de membros, tremores, tiques, secreção nasal, e entre outros. É possível a identificação da doença através de exames para diagnóstico devem ser utilizados sangue ou urina para PCR, sorologia por imunoflorescência indireta, testes rápidos específicos”.

Como é uma doença altamente contagiosa, a veterinária explica que é preciso o isolamento do animal, principalmente caso existam outros na casa. Ela fala que essa é a orientação, já que a disseminação da doença ocorre por meio de contato direto com secreções que contenham o vírus, acometendo principalmente animais jovens não vacinados.

“Deve ser feito o isolamento do animal acometido para evitar que ocorra a disseminação da doença entre outros animais. A conduta terapêutica deve ser estabelecida pelo médico veterinário conforme o seu quadro clínico, e exames complementares”.

Questionada sobre a vacina da raiva ter relação com a doença, Caroline fala que isso é mito, já que a doença é transmitida pelo vírus.

“É mito, pois o animal já pode estar com o vírus da cinomose incubado, e ao realizar a vacina contra a raiva, o mesmo precisa estar com seu sistema imunológico em equilíbrio, caso haja falha neste sistema, ele começa a desenvolver os sintomas da cinomose, pois precisa de anticorpos para serem produzidos quando aplicado a vacina da raiva”, finaliza.