Geral

06/11/2019 19:37

PF investiga depoimento de porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle

Polícia quer saber se o trabalhador mentiu ao Ministério Público

06/11/2019 às 19:37 | Atualizado 06/11/2019 às 19:37 Thiago de Souza
Jana Sampaio - Veja

Polícia Federal abriu inquérito, nesta quarta-feira (6), para investigar o depoimento de um porteiro que disse ter conversado com o então deputado federal Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, em março de 2018. O depoimento foi dado ao Ministério Público do Rio de Janeiro, mas o atual presidente estava em Brasília.

Conforme a Agência Brasil, a investigação foi pedida pelo Ministério Público Federal no RJ e vai apurar se o porteiro mentiu no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido no ano passado. A investigação vai apurar o cometimento dos crimes de obstrução de Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa.

A citação ao nome de Bolsonaro foi parar no Jornal Nacional. O presidente da República criticou a emissora por citá-lo, mesmo dizendo que ele estava em Brasília. No dia seguinte, Carlos Bolsonaro acessou a planilha de controle da portaria do condomínio e constatou que o porteiro não conversou com Bolsonaro e sim com outro morador, este sim suspeito de executar a vereadora.

Após os acontecimentos, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a abertura de um inquérito para apurar “todas as circunstâncias” da citação do nome do presidente Bolsonaro. Em seguida, Aras remeteu o pedido para o MPF-RJ, que pediu a abertura do inquérito à PF.

Na mesma decisão, o procurador-geral arquivou a citação por entender que não havia evidências de crime.