CORONAVÍRUS

04/07/2021 18:09

Sem vacinas, Campo Grande só terá 2ª dose nesta segunda-feira

Foco será imunizar 30 mil pessoas com a segunda dose da AstraZeneca

04/07/2021 às 18:09 | Atualizado 04/07/2021 às 18:12 Vinícius Squinelo
Em três dias, Campo Grande deu 40 mil doses - Divulgação

Somente nos próximos sete dias, mais de 30 mil pessoas  devem receber a segunda dose de Astrazeneca em Campo Grande, de acordo com estimativa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

A expectativa é de que o município receba novas doses do imunizante nos próximos dias que serão destinadas exclusivamente para a conclusão do ciclo vacinal destas pessoas.

A estratégia visa garantir que não haja interrupção e eventual atraso na aplicação da segunda dose, a exemplo do que ocorreu com a Coronavac em junho, considerando que a projeção de entrega  de doses pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios para julho, é 57% menor do que a realizada no mês de maio.

“Isso significa que nós teremos uma quantidade menor de vacinas para garantir a segunda dose das pessoas com relação ao número de primeiras doses aplicadas. Caso essa projeção se mantenha, nós corremos o risco de não ter doses suficientes”, destaca o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho.

A projeção de entregas de doses de vacinas contra a Covid-19 pode ser consultada no site do Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/entregas-de-vacinas-covid-19. O cronograma é atualizado semanalmente.

FALTA DE DOSES

Nesta semana, o município deve dedicar o calendário exclusivamente à aplicação da dose de reforço em razão da indisponibilidade de doses para dar andamento à vacinação da população o que, consequentemente, impede a abertura para novos púbicos.

Até a tarde deste domingo, dia 04 de julho, mais de 597 mil doses de vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas em Campo Grande. Aproximadamente 388 mil pessoas receberam a primeira dose, o que representa 42,84% de toda a população campo-grandense. Destas, 209 mil já receberam a segunda dose ou a dose única e estão imunizadas, conforme dados parciais do “Vâcinômetro”. O quantitativo é equivalente a 21% da população da Capital.