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05/04/2022 19:27

Justiça do Rio manda soltar Monique Medeiros, acusada de envolvimento na morte do filho Henry

Ela deverá usar tornozeleira

05/04/2022 às 19:27 | Atualizado 05/04/2022 às 20:30 Elizeu Ribeiro
Monique é ré, junto com o ex-vereador Jairo Santos Souza, o Dr. Jairinho, no processo que apura a morte do menino de 4 anos - Brunno Dantas/TJRJ/Divulgação

Monique Medeiros,  acusada de envolvimento na morte do filho Henry Borel, será solta mediante a uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi tomada pela Justiça do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (5).

 Monique é ré, junto com o ex-vereador Jairo Santos Souza, o Dr. Jairinho, no processo que apura a morte do menino de 4 anos em março de 2021.

Na decisão proferida pela juíza da, Elizabeth Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Monique está autorizada apenas a falar com familiares ou advogados e proibida de fazer publicações nas redes sociais. Na decisão, a juíza citou ameaças que a mãe de Henry relatou estar sofrendo na cadeia.

Conforme o Portal Uol, a juíza afirma estar ciente de um "furor público" contra a mãe de Henry, que avalia não ser "coerente nem proporcional" em relação ao processo, mas avalia que a manutenção da prisão preventiva também não a protege.

"O ambiente carcerário, no que concerne à acusada Monique, não favorece a garantia da ordem pública", afirma Louro.

Para Elizabeth Louro, a soltura de Monique não ameaça o curso de processo: "Não vislumbro, razoavelmente, a possibilidade de a requerente exercer qualquer tipo de influência sobre qualquer das testemunhas supostamente antes coagidas", diz a decisão.

Ainda conforme o Uol, Thiago Minagé, advogado de Monique, comemora a decisão. Ele afirma que, "após um ano de ataques, ofensas e agressões a teoria se aplicou na prática e o processo continuará com seu curso normal".

A soltura de Monique acontece após um pedido da defesa, que afirmou que o processo se estende mais do que necessário.


O caso
Os laudos periciais apontam 23 lesões no corpo do menino, e que Henry morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração no fígado causada por ação contundente.

O casal foi preso em 8 de abril de 2021. Em 6 de maio do ano passado, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou Jairinho por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunha. Já Monique foi denunciada pelos crimes de homicídio triplamente qualificado na forma omissiva, tortura omissiva, falsidade ideológica e coação de testemunha.