Crime

10/02/2023 13:31

Ex-médico dá descarga em feto durante flagrante de aborto em clínica em São Paulo (vídeo)

Nelson Takara Uchimura está com o registro profissional cassado desde 2004

10/02/2023 às 13:31 | Atualizado 10/02/2023 às 13:13 Dayane Medina
Momento da prisão do ex-médico - Reprodução/Metrópoles

O ex-médico Nelson Takara Uchimura, deu descarga em um feto ao ouvir policiais arrombando as portas de uma clínica clandestina de aborto, na manhã de quarta-feira (8), na zona leste de São Paulo. Ele, a técnica de enfermagem e a mãe foram presos em flagrante pelo crime de abordo.

Um vídeo feito pela polícia mostra investigadores da 5ª Delegacia Seccional de São Paulo arrombando a clínica, no sétimo andar de um prédio comercial.

Como fachada, a clínica clandestina dizia prestar serviços de acupuntura. Até chegarem ao cômodo onde era feito o aborto, os investigadores precisaram arrombar duas portas.

Segundo o Metrópoles, a clínica é monitorada desde o início de janeiro, quando a 5ª Seccional recebeu uma denúncia sobre as atividades ilegais realizadas naquela sala.

Ao verificar que o local era muito frequentado, a polícia solicitou um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça e cumprido na quarta.

Quando os policiais chegaram, o procedimento clandestino havia acabado de ser feito, conforme afirmou ao Metrópoles o delegado Milton Burgese, da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas.

“Ele [ex-médico] ouviu os policiais arrombando as portas e deu descarga no feto, que havia sido retirado parcialmente da paciente.”

Burgese afirmou ainda que a gestante precisou ser levada ao hospital. Na unidade de saúde, o restante do feto foi retirado. Ela já recebeu alta.

A mulher foi indiciada por consentir a realização do aborto; se a ré for condenada, a pena pode variar de 1 a 3 anos, segundo o Código Penal.

Uchimura e a auxiliar de enfermagem foram indiciados por provocar aborto com o consentimento da gestante, com penas que podem variar de 1 a 4 anos.

O ex-médico teve seu registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina paulista em 7 de junho de 2004, conforme consta em publicação do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Ele foi indiciado pelo mesmo crime, em março do ano passado, em Higienópolis, no centro paulistano.