Polícia

22/03/2023 08:32

Moro era alvo 'número 1' de criminosos presos em operação em MS

Ele usou as redes sociais para falar do caso

22/03/2023 às 08:32 | Atualizado 22/03/2023 às 08:32 Dany Nascimento
Geraldo Magela / Wesley ortiz

Um dos alvos dos homens presos na Operação Sequaz, era o ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

"Sobre os planos de retaliação do PCC contra minha pessoa, minha família e outros agentes públicos, farei um pronunciamento à tarde na tribuna do senado. Por ora, agradeço a PF, PM/PR, Polícias legislativas do Senado e da Câmara, PM/SP, MPE/SP, e aos seus dirigentes pelo apoio e trabalho realizado", disse Moro nas redes sociais.

A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (22) em Mato Grosso do Sul, em outros três estados e no Distrito Federal.

A ação também é realizada em Rondônia, Paraná e São Paulo.

O objetivo é desarticular uma organização criminosa que pretendia realizar ataques contra servidores públicos e autoridades, incluindo homicídios e extorsão mediante sequestro. Os principais alvos seriam um senador e um promotor, não identificados ainda.

De acordo com as investigações, os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea.

Os principais investigados se encontravam nos estados de São Paulo e Paraná.

Cerca de 120 policiais federais cumprem 21 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e Paraná.

O nome da operação se refere ao ato de seguir, vigiar, acompanhar alguém, devido ao método utilizado pelos criminosos para fazer o levantamento de informações as possíveis vítimas.

A operação é um desdobramento do plano de soltar o Marcola, idealizado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). 

Marcola é líder do PCC e foi transferido de Rondônia para o Distrito Federal, após o plano ser descoberto.