Interior

15/08/2023 13:15

Antes de desaparecer, Amarildo pegou táxi até a ponte e disse que iria pescar no rio Dourados

Taxista não imaginou que cliente pretendia cometer algo contra a própria vida

15/08/2023 às 13:15 | Atualizado 15/08/2023 às 11:50 Dayane Medina
Amarildo desapareceu em Dourados - Arquivo Pessoal/Repórter Top

Desaparecido desde a manhã de ontem (14), Amarildo Matos Paim Lemes, não deixou sua residência a pé, como os familiares imaginavam. O home pegou um táxi e disse ao motorista que precisava descer na ponte, pois iria pescar no rio Dourados - a 228 quilômetros de Campo Grande.

O comunicador Sidnei Bronka, de Dourados, recebeu uma ligação nesta terça-feira, do taxista que levou Amarildo até a ponte.

Segundo ele, o homem chegou no ponto dos profissionais, localizado na região central da cidade e pediu uma corrida até a ponte, pois iria pescar com alguns amigos, mas antes precisaria passar em casa para trocar de roupa.

Amarildo foi em casa, trocou de camisa e seguiram para ponte. No trajeto ele comentou com o motorista que iria pescar e teriam amigos esperando ele na ponte do rio Dourados.

O taxista questionou o uso da bengala e Amarildo falou sobre seu problema de saúde, pagou a corrida e desceu.

Ao ver os noticiários, o taxista se lembrou do cliente e entrou em contato com a mídia informando que em nenhum momento o passageiro deu indícios que tentaria contra a própria vida.

O homem deixou uma carta de despedida para esposa e mandou mensagem para o irmão dizendo que estava na ponte.

A tia de Amarildo esteve no local e encontrou a bengala usada por ele, no entanto, ela não sabia que pertencia ao sobrinho.

Duas equipes do Corpo de Bombeiros procuram por Amarildo na região do Rio Dourados e qualquer informação sobre o paradeiro dele pode ser comunicado à família através do telefone 67 – 9 9976-0292.

Valorização da vida

Um suicídio afeta ao menos seis pessoas que estavam ligadas à vítima. Se você estiver passando por problemas, procure ajuda. 

O Grupo Amor Vida é uma ONG sem vinculação político partidária e religiosa que presta gratuitamente, desde 2001, através de voluntários, atendimento telefônico à pessoa em crise emocional, com garantia de anonimato e sigilo, objetivando a prevenção do suicídio.

Não se trata de atendimento psicoterápico e sim humanitário. O usuário tem a oportunidade de desabafar com outra pessoa o seu sofrimento. Uma dor compartilhada dói menos.

Telefones: 3393-4112/ 99266-6560.