26/05/2025 07:00
Bebê de 1 ano aguarda há 8 meses por exames para cirurgia de hérnia em Campo Grande
Mãe precisou deixar o emprego para cuidar do filho de 1 ano e 8 meses que sofre com dores
Samuel Gael Oliveira Canavarro, de 1 ano e 8 meses, nasceu com uma hérnia e acúmulo de líquido na bolsa escrotal e há 8 meses aguarda exames para a realização da cirurgia, em Campo Grande.
Segundo a mãe, Juliana Oliveira da Silva, de 25 anos, a luta para conseguir a cirurgia começou ainda nos primeiros dias de vida, quando foi descoberta a hérnia.
"Quando ele nasceu, os médicos disseram que ele precisava operar, mas não era uma cirurgia considerada de urgência imediata, mas a condição causa dores, ele chora com frequência e tem a rotina limitada, então há 8 meses estou tentando", conta.
A moradora do Jardim Noroeste buscou ajuda na Unidade de Saúde da Família e foi encaminhada ao Hospital Regional.
"O especialista solicitou exames de ultrassom da região afetada e exames de sangue para avaliar quando a cirurgia poderia ser feita. No entanto, oito meses e até agora nada de sair os exames", narra.
Sem ter com quem deixar o filho, que precisa de cuidados constantes, Juliana precisou deixar o emprego e, agora, busca apoio por meio de um Pix solidário para custear os exames para tentar realizar a cirurgia quanto antes.
“Ele chora de dor o tempo todo. Tenho medo de a hérnia estourar, então não posso deixá-lo sozinho. Tive que parar de trabalhar para cuidar dele em tempo integral”, desabafa a mãe.
Quem quiser ajudar pode contribuir com qualquer valor via Pix: 070.079.341.02 (CPF em nome de Juliana Oliveira da Silva).
A reportagem entrou em contato com o Hospital Regional para obter informações sobre a fila e os exames necessários. Veja a nota na íntegra:
O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) esclarece que, em respeito ao Código de Ética Médica e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), não fornece informações sobre prontuários, estado de saúde ou histórico de atendimento de pacientes específicos.
Em relação ao funcionamento do fluxo assistencial e às cirurgias pediátricas, o HRMS informa que os atendimentos realizados na Unidade de Pronto Atendimento Pediátrico seguem rigorosos critérios de classificação de risco. Casos avaliados pela equipe médica especialista como de urgência ou emergência têm intervenção cirúrgica imediata. Já os casos de caráter eletivo (sem risco iminente) são encaminhados para acompanhamento ambulatorial e agendamento conforme a fila regulada, pelo sistema da central de regulação.
Na hipótese de alteração no quadro clínico ou surgimento de sinais de alarme durante o período de espera, a orientação é que os responsáveis conduzam a criança à unidade de saúde mais próxima para nova avaliação médica e reclassificação de risco, se necessário.