Polícia

há 11 meses

Prefeitura sabia de negligência contra bebê estuprada e morta pelo pai em Camapuã

Rede de proteção da cidade foi alertada 48h antes do óbito

11/07/2025 às 15:15 | Atualizado 11/07/2025 às 14:58 Thiago de Souza
Bebezinha tinha até larvas no corpo - Reprodução redes sociais

Prefeitura de Camapuã lamentou o estupro e morte da bebezinha Isis, pelo próprio pai, ocorrida em 9 de julho. O executivo municipal sabia que a pequena era vítima de negligência dos pais. 

Em nota, a prefeitura destacou que a família da bebê foi acompanhada pelo serviço social da cidade em duas ocasiões: de janeiro a agosto de 2024 e de junho de 2025 até o dia do falecimento, em 9 de julho. 

Em outro trecho, foi destacado que, em 7 de julho, o Conselho Tutelar da cidade recebeu um ofício de um hospital em Campo Grande, onde a bebê estava internada, relatando indícios de negligência nos cuidados com ela. Porém, foi esclarecido que, como a criança estava internada, não foi possível ao Conselho fazer uma intervenção.  

''A alta foi concedida no dia 8 de julho e, por volta das 21h, a criança retornou a Camapuã. Lamentavelmente, veio a óbito na manhã seguinte, por volta das 9h'', diz o comunicado. 

O Município fez questão de observar que ''desde o primeiro momento em que a situação foi formalmente comunicada à rede de proteção, todas as providências cabíveis, dentro das competências legais do município, foram adotadas com responsabilidade, agilidade e sensibilidade''. 

Estupro e morte – Ísis começou a ser estuprada pelo suspeito, seu próprio pai, enquanto ele mantinha relações sexuais com a genitora dela. Ao ser detido, ele confessou o crime e afirmou não ter ‘conseguido controlar seus impulsos sexuais’, porque já havia sido abusado pelo primo durante um período da sua infância.

Após o crime, o suspeito foi trabalhar e a filha ‘estava bem’. Porém, horas depois, a criança começou a passar mal e faleceu no hospital da cidade.

O caso está sendo investigado pelas autoridades locais.