Política

há 7 meses

Após nova paralisação dos servidores, prefeitura regulariza repasse combinado com a Santa Casa

A medida foi publicada no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta sexta-feira (9)

09/01/2026 às 11:00 | Atualizado 09/01/2026 às 11:48 Brenda Souza
A nova paralisação aconteceu na manhã de hoje - Berlim Caldeirão

Depois de mais um movimento de paralisação dos servidores da Santa Casa motivado pelo atraso no pagamento de salários, a prefeitura de Campo Grande formalizou o reforço financeiro emergencial ao hospital e prorrogou a vigência do convênio que garante atendimento à população, medida que devia ter sido realizada dias antes.

O extrato foi publicado no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta sexta-feira (9). A paralisação de parte dos trabalhadores ocorreu na manhã de hoje, quando cerca de 50% dos funcionários suspenderam atividades em protesto pelo não pagamento dos salários dentro do prazo legal.

A Santa Casa afirmou que o atraso ocorreu por falhas no repasse de recursos pela Prefeitura, incluindo dificuldades técnicas no sistema bancário e mudanças administrativas na Secretaria de Fazenda.

Repasse emergencial

O aditivo ao convênio estabeleceu um acréscimo pontual de R$ 54.181.702,00 para reforçar o financiamento da Santa Casa entre janeiro e abril de 2026, com aporte dividido entre esferas municipal, estadual e federal:

Esse reforço financeiro faz parte de um acordo mediado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em 29 de dezembro de 2025, que também redefiniu a vigência do convênio para o período de 31 de janeiro a 30 de abril de 2026.

A Santa Casa enfrenta uma grave crise financeira há anos, acumulando déficits que ameaçam a continuidade de serviços essenciais e atrasos recorrentes no pagamento de salários dos profissionais de saúde. Movimentos de protesto anteriores já haviam ocorrido no fim de 2025, quando trabalhadores realizaram paralisações para cobrar o pagamento do 13º salário.

Representantes dos funcionários classificaram as interrupções de atividade como reflexo da descrença repetida na pontualidade dos pagamentos e na garantia de direitos trabalhistas básicos.