Polícia

há 4 meses

Ex-secretário de Saúde de Selvíria é preso por fraude em licitações e superfaturamento

Suspeito estava afastado do cargo desde o ano passado e chegou a ter bens bloqueados

23/02/2026 às 15:12 | Atualizado 23/02/2026 às 15:18 Carol Rampi
Divulgação/Polícia Federal

Foi preso na manhã desta segunda-feira (23), o ex-secretário municipal de saúde de Selvíria, que estava afastado do cargo desde o ano passado, envolvido em um esquema de corrupção investigado pela Polícia Federal durante a operação 'Rastro Cirúrgico'. 

A operação foi deflagrada em agosto do ano passado, onde foram realizados 13 mandados de busca e apreensão, e bloqueio de bens, no valor de R$ 5 milhões de cada uma das pessoas físicas e jurídicas envolvidas, que também sofreram de medidas cautelares. 

Na ocasião, para evitar o prosseguimento das atividades criminosas, determinou-se o afastamento de alguns dos funcionários públicos envolvidos, dentre os quais se encontrava o então Secretário Municipal de Saúde do município de Selvíria.

A investigação apontou que houve fraude em licitações e de contratos administrativos e de peculato pelos investigados, por meio de superfaturamento por sobrepreço e por quantidade. Além disso, também houve provas dos crimes de corrupção, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, praticados por meio de organização criminosa, instituída para a prática indiscriminada de crimes contra a Administração Pública da municipalidade.

Também foi identificado que os crimes estavam sendo perpetrados por uma verdadeira organização criminosa instituída no município de Selvíria, fato que caracteriza crime autônomo. Observou-se, pois, a existência de forte vínculo associativo dos investigados para a prática indiscriminada de crimes contra a Administração Pública e obtenção de vantagens indevidas, nas comunicações estabelecidas pelos investigados.

Por considerar os fatos como concreta e extremamente graves, a Polícia Federal representou pela prisão preventiva de três dos dez indiciados no inquérito policial, diante do papel central que exerciam na organização criminosa, além de existência de elementos supervenientes indicativos da permanência do vínculo associativo criminoso e da ineficácia das medidas cautelares pessoais anteriormente aplicadas.


Ao final das investigações, os envolvidos poderão ser responsabilizados pelos crimes de peculato, fraude em procedimento licitatório, corrupção, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.