Política

há 3 meses

Carlão denuncia abandono e cobra melhorias em cemitérios de Campo Grande (vídeo)

O vereador destacou que os espaços estão 'abandonados, depredados e humilhados'

04/03/2026 às 13:00 | Atualizado 05/03/2026 às 14:37 Brenda Souza
Thiago de Souza/Wesley Ortiz - Edição: André de Abreu

Durante a sessão desta terça-feira (3), na Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Carlos Augusto Borges, conhecido como Carlão (PSD), denunciou a situação de abandono dos cemitérios públicos e cobrou providências do Executivo.

Em discurso na tribuna, o parlamentar afirmou que esteve reunido na segunda-feira (2) com a prefeita Adriane Lopes (PP) e com o diretor-presidente da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) Marcelo Miglioli, para discutir soluções para o problema.

Carlão destacou que os cemitérios da cidade estão “abandonados, depredados e humilhados”. Por conta disso, demonstrou preocupação tanto com o respeito aos mortos quanto com as condições enfrentadas por familiares que visitam os locais.

“É onde estão enterrados nossos entes queridos. As pessoas vão lá rezar e encontram tudo quebrado”, afirmou.

O vereador também criticou os custos cobrados para a construção de gavetas, onde as urnas são depositadas, já que chegam a custar mais de R$ 1 mil. Ele questionou os valores e disse que há distorções no processo. “Você não pode obrigar uma pessoa simples, que comprou o terreno há 30 ou 40 anos, a pagar esses valores. Tem muita coisa que precisa ser corrigida”, disse.

Outro ponto levantado foi a atuação de trabalhadores ligados à prefeitura que, conforme o parlamentar, estariam realizando esse tipo de serviço fora do horário de expediente, cobrando valores elevados. “É legal, mas é imoral”, declarou.

Além disso, Carlão apontou problemas de segurança, como invasões, furtos e vandalismo nos cemitérios. Segundo ele, usuários de drogas estariam pulando muros, danificando túmulos e furtando materiais.

O vereador defendeu a instalação de segurança, a recuperação da estrutura e a organização dos espaços. Ele comparou a situação com a de um cemitério em Americana (SP), que visitou recentemente, onde está enterrado o cantor Zé Rico.

“Lá, o cemitério é cuidado igual a uma praça. Aqui nós temos que cuidar também”, afirmou.

Ao final, o parlamentar disse ter recebido da prefeita a garantia de que medidas serão adotadas para resolver os problemas. “Pagamos impostos e parte desse dinheiro deve ser usada para manter esses locais”, concluiu.

No entanto, apesar das afirmações da prefeitura de que a manutenção será feita, o que a população encontra é uma ‘reforma’ apenas às vésperas do dia 2 de Novembro, data marcada pelo Dia de Finados. Nesta época, o Executivo se desdobra para podar árvores, cuidar das vias e de outras áreas dos cemitérios.

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