06/03/2026 09:30
Idosa espera transferência por mais de um dia e família denuncia descaso na UPA Coronel Antonino
Entre diversos problemas, vaga para Santa Casa foi liberada na manhã de sábado, mas o Samu demorou para chegar
A família de Marta Silvério Cavalcante denunciou uma série de problemas e suposto descaso no atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, após a paciente aguardar mais de 24 horas por transferência para a Santa Casa de Campo Grande. Segundo o relato da neta, a situação ocorreu após a mulher passar mal e precisar de atendimento médico.
De acordo com Isis Junqueira Cavalcante, a idosa começou a passar mal na quinta-feira à noite e foi levada por uma equipe do Corpo de Bombeiros até a unidade de atendimento. Inicialmente, ela ficou em observação para realização de exames e investigação do quadro de saúde.
Durante o período de observação, Isis relata ter enfrentado dificuldades estruturais na unidade. Segundo a neta, não havia lençol disponível para a maca da paciente, o que fez com que ela fosse até sua casa buscar roupas, travesseiro e itens de higiene para a avó.
A acompanhante também afirma que não havia cadeira disponível para quem acompanhava o paciente. A situação só foi resolvida após outra acompanhante encontrar uma cadeira no local e ceder.
Outro ponto relatado foi a falta de alimentação durante parte da internação. Conforme o relato, na sexta-feira pela manhã não teria sido servido café da manhã para a paciente, e a família precisou comprar comida por conta própria. “Minha avó estava com fome e eu tive que comprar marmita para nós duas”, afirmou.
Suspeita de problema cardíaco
Após novos exames, os médicos identificaram uma possível alteração cardíaca e levantaram suspeita de início de infarto. Diante da situação, foi solicitada uma vaga para transferência da paciente para a Santa Casa de Campo Grande.
Segundo a família, a vaga teria sido liberada ainda na manhã de sábado, porém o transporte por meio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) demorou a ocorrer. A neta relata que a paciente permaneceu mais de um dia aguardando a remoção, mesmo após a liberação da vaga.
Discussão com a equipe
No domingo, após o longo período de espera e cansaço acumulado, a acompanhante procurou a assistência social da unidade para pedir informações sobre a transferência.
Segundo ela, houve desentendimento com as profissionais durante a conversa. A acompanhante afirma que questionou a falta de estrutura, alimentação e o tempo de espera pela transferência. Ainda conforme o relato, as assistentes sociais teriam reagido de forma ríspida.
Após o episódio, a médica responsável conseguiu liberar a paciente para que a família realizasse a transferência por conta própria até a Santa Casa.
A idosa recebeu alta da unidade e foi encaminhada para atendimento no hospital da Capital.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e aguarda posicionamento sobre a situação da UPA Coronel Antonino,