10/03/2026 09:30
Ambulância atola em rua precária e compromete socorro a paciente acamado no Santo Eugênio (vídeo)
Rua em péssimas condições prejudicou o transporte da ambulância até o paciente
A ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ficou atolada enquanto tentava socorrer um paciente em estado grave nesta segunda-feira (9), na Rua Eteócles Ferreira, no bairro Santo Eugênio, em Campo Grande. A situação revoltou moradores e familiares do paciente, que denunciam as condições precárias da via e cobram providências do poder público.
Conforme denúncia que chegou ao TopMidiaNews, o veículo foi acionado para socorrer um homem acamado que apresenta quadro grave de saúde, com falta de ar, dor no peito, febre, pressão alta e diabetes. O paciente também estaria bastante debilitado após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) há cerca de 15 dias.
No entanto, a ambulância não conseguiu chegar até a residência devido à situação da rua, tomada por lama, buracos e trechos praticamente intransitáveis. O veículo acabou ficando atolado antes de alcançar a casa do paciente.
Em vídeo gravado no local, a esposa do homem relata o desespero da família diante da dificuldade de atendimento.
“Meu marido está em estado grave, acamado, em cima da cama. A ambulância veio para buscá-lo, mas ficou atolada ali em cima. Agora estão esperando vir um carro mais forte para tirar a ambulância e ver se conseguem descer para pegá-lo dentro de casa”, afirmou.
Segundo ela, o paciente permaneceu dentro da residência sem conseguir ser transportado até o veículo de socorro. “Ele está com falta de ar, com dor no peito, febre, diabetes alta e pressão alta. Nós não estamos conseguindo tirá-lo daqui de dentro de casa”, disse.
Pessoas que acompanharam a situação também criticaram o estado da rua e afirmaram que veículos têm dificuldade para acessar o local.
“Não entra carro aqui. Tem uma ambulância parada lá em cima sem conseguir vir buscar o paciente. A rua está toda destruída, cheia de buracos e lama”, relatou uma moradora em vídeo.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para solicitar posicionamento sobre as condições da Rua Eteócles Ferreira e sobre as medidas que serão tomadas para garantir o acesso de serviços de emergência à região. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.