há 3 meses
Mais uma mãe denuncia falta de professores de apoio para crianças atípicas no Jd. Carioca
Alunos estão sem acesso às aulas por falta de assistentes pedagógicos
Três crianças com TEA (transtorno do espectro autista) estão sem assistente pedagógico em uma sala do 4º ano de uma escola municipal de Campo Grande, segundo denúncia feita por uma mãe à reportagem do TopMídiaNews. A situação, conforme relato, estaria impedindo que os alunos acompanhem as atividades em sala.
A mãe de um dos estudantes, Thaise Mirelli Belchor de Souza, afirma que o problema começou no retorno do ano letivo. “Ele está sem acesso às aulas porque não tem assistente”, relatou a mãe à reportagem. Ela comentou, ainda, que ele está na escola há três anos e que é laudado desde julho de 2025.
De acordo com a denunciante, a diretora da unidade informou que a escola enfrenta déficit de profissionais. “A diretora me atendeu presencialmente e disse que estão com falta de cinco assistentes”, contou.
Ainda segundo Thaise, quatro profissionais que atuavam como assistentes teriam sido promovidas a professoras neste ano, sem que houvesse reposição imediata das vagas.
A mãe afirma que buscou informações junto ao setor de educação especial da Semed (Secretaria Municipal de Educação), mas não conseguiu atendimento. “Procurei a responsável pelo setor de educação especial, mas ela nunca está”, disse.
Conforme a denunciante, a direção da escola teria informado que três solicitações formais já foram feitas e que um fiscal chegou a visitar a unidade para verificar a situação, mas até agora não houve solução.
Perguntada sobre a possibilidade de sofrer alguma sanção por parte do Conselho Tutelar pelo fato de o filho não frequentar as aulas, ela comentou que questionou a diretora sobre essa possibilidade, mas teria sido informada de que a situação seria justificada pela falha no sistema.
Thaise afirma que reuniu documentos e estuda procurar o Ministério Público para denunciar o caso.
Há poucos dias, uma avó de uma criança atípica também procurou o TopMídiaNews para denunciar a mesma situação.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura para obter informações sobre a situação, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.