Polícia

12/03/2026 16:30

Três pessoas são condenadas a 45 anos de prisão por execução em ponto de ônibus em Três Lagoas

Vítima foi atingida com mais de 12 tiros de pistola na região da cabeça

12/03/2026 às 16:30 | Atualizado 12/03/2026 às 16:37 Carol Rampi
Reprodução/Rádio Caçula

Os três acusados do assassinato de Francisco Gutemberg Vieira Pinto, de 52 anos, foram condenados a 45 aos de prisão nesta quarta-feira (11). O crime aconteceu em dezembro de 2021, no município de Três Lagoas, a 326 quilômetros de Campo Grande. A sessão do Tribunal do Júri mais de 12h. 

Conforme consta dos autos do processo, no dia 21 de dezembro de 2021, a vítima foi surpreendida em um ponto de ônibus, no cruzamento das ruas Bernardino Mendes e Abrão Mattar, enquanto aguardava o transporte para o trabalho.

O crime, classificado como homicídio triplamente qualificado, foi motivado por vingança após uma mulher, que foi condenada, acusar falsamente a vítima de estupro. Segundo a denúncia, ela planejou a execução, alugou uma pistola calibre 9mm e contou com a ajuda de familiares para a logística do delito.

Além disso, segundo o Promotor de Justiça Luciano Lara, um sobrinho da mulher efetuou 17 tiros contra a vítima, dos quais 12 a atingiram, impossibilitando qualquer chance de defesa. Uma terceira envolvida, igualmente prima da vítima, segunda a denúncia, foi responsável por transportar a arma até o executor.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) demonstrou, ainda, ter havido clara intenção de ocultar provas, incluindo a formatação de aparelhos celulares e orientações para apagar mensagens, o que configurou o crime de fraude processual.

Ao final dos debates, os jurados acataram as qualificadoras de motivo torpe, perigo comum, visto que os disparos ocorreram em via pública e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A sentença do Juízo da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas fixaram 16 anos e 10 dias de reclusão para o atirador (homicídio e porte de arma); 16 anos e dois meses para a acusada de se vingar da vítima (homicídio e fraude processual); e 13 anos e um mês para a outra ré (homicídio, porte de arma e fraude processual). Os três condenados cumprirão as penas inicialmente em regime fechado.

Além dos condenados em plenário, a atuação do MPMS garantiu a responsabilização de outros quatro envolvidos, totalizando sete acusados punidos no caso, todos com grau de parentesco com a mandante.