há 3 meses
Idoso tem acompanhante barrado, cai e quebra braço durante exame em UPA
Família está com dificuldade até de registrar ocorrência na Sesau
Cadeirante de 75 anos caiu e fraturou o braço durante a preparação para uma radiografia, por volta do meio-dia de sábado (14), na UPA Universitário, em Campo Grande. A família dele lamenta duas situações: que a acompanhante dele foi impedida de acompanhar a vítima e sequer poder registrar reclamação na Secretaria de Saúde.
O relato vem da sobrinha do paciente, que sofre com sequelas de um derrame cerebral e tem os movimentos e fala comprometidas. Ela destaca que o técnico em radiologia que iria fazer o exame barrou a tia dela, que amparava o idoso. Sendo assim, só ficaram na sala o cadeirante e o profissional e a queda teria ocorrido quando o homem era retirado da cadeira de rodas.
Ainda segundo o relato, o idoso foi socorrido e teve alta logo depois. Porém, ao chegar em casa os parentes perceberam o braço inchar. O detalhe é que o homem não tem sensibilidade no braço em razão do AVC, por isso não sentiu dor na hora. Ele foi levado para o Hospital do Pênfigo para operar das fraturas.
Direito
A denúncia dá conta que a família sequer teve o direito de registrar o caso na Sesau. A sobrinha conta que entrou em contato com a Ouvidoria da Sesau, mas foi informada que somente quem esteve no local poderia registrar a ocorrência.
''O detalhe é que minha tia – irmã dele – está cuidando dele no hospital'', desabafou a comunicante. Ela apontou também que esse tipo de burocracia só prejudica o atendimento.
'' Tal conduta contraria os princípios da eficiência, da desburocratização e do direito do usuário de registrar sua manifestação de forma direta'', escreveu a sobrinha da vítima para o Sesau. Ela prometeu acionar adotar as medidas cabíveis para registrar a ocorrência.
''Queremos mostrar para a sociedade que a gente precisa falar da saúde pública e a gente precisa ser ouvida. É para que isso não aconteça com outras pessoas'', refletiu. Ela observou o fato de ter conhecimento para lidar com a situação e teme por aqueles que não têm instrução para exigir os direitos.