Política

22/03/2026 19:02

Em Campo Grande, Lula anuncia medidas de proteção para 174 mil hectares no Pantanal e Cerrado

Presidente da República assinou medidas de ampliação e criação de reservas ambientais durante conferência internacional na capital sul-mato-grossense neste domingo

22/03/2026 às 19:02 | Atualizado 22/03/2026 às 19:04 Diana Christie
André de Abreu

O presidente Lula (PT) anunciou, neste domingo (22), medidas para a proteção de mais de 174 mil hectares de áreas ambientais durante a COP15 (Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), realizada em Campo Grande. O ato oficializou a ampliação de duas unidades no Pantanal mato-grossense e a criação de uma reserva no Cerrado mineiro.

A escolha da capital sul-mato-grossense para sediar a COP15 está diretamente ligada à relevância ecológica do Pantanal. Conforme destacado no evento, o bioma é um dos menos protegidos do Brasil, mas atua como uma rota fundamental para espécies migratórias. Sua dinâmica natural de secas e cheias forma uma vasta rede de habitats que oferecem abrigo, alimento e locais de reprodução para os animais.

Durante a cerimônia em Campo Grande, foram detalhadas as seguintes medidas de conservação:

No caso do Pantanal, a ampliação eleva de 4,7% para 5,4% o percentual de áreas protegidas do bioma, reforçando a proteção de berçários naturais ao longo do rio Paraguai e de espécies ameaçadas como a onça-pintada e o cervo-do-pantanal. Já a nova reserva em Minas Gerais foca na proteção das águas do Cerrado e na garantia dos direitos territoriais e modos de vida das comunidades tradicionais geraizeiras e do Quilombo Peixe Bravo.

O anúncio na capital sul-mato-grossense contou com a presença de diversas autoridades. Além do presidente brasileiro, participaram o presidente do Paraguai, Santiago Peña, os ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Simone Tebet (Planejamento) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e o presidente do ICMBio, Mauro Pires.