29/03/2026 18:10
Possível negligência em atendimento deixa mecânico sem movimentos na mão e abala família
Familiares também pensam em medidas legais para o caso
A rotina da família do retificador de cabeçotes Diego Bezerra de Oliveira, de 40 anos, mudou drasticamente após um atendimento que, segundo o relato da irmã, pode ter sido marcado por negligência médica, no dia 19 de dezembro de 2025, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) das Moreninhas, em Campo Grande. Ele sofreu um corte profundo no punho direito, mas o ferimento foi apenas suturado e o paciente foi mandado para casa.
Alessandra Oliveira, irmã de Diego, conta que o quadro era visivelmente grave. “Era algo que qualquer pessoa leiga percebia. Pelo volume de sangue e pela forma como o ferimento estava, sabíamos que era sério. Confiamos que ele receberia o atendimento necessário”, afirmou. No entanto, segundo ela, não houve, no ato do atendimento, explicações detalhadas sobre a gravidade da lesão nem orientações sobre possíveis.
O tempo foi passando e o mecânico começou a perder, aos poucos - mas de forma progressiva -, os movimentos da mão lesionada, além de se queixar de dores intensas. A família procurou atendimento com outros médicos e a notícia os deixou ainda mais angustiados: “Ouvimos de outros profissionais que ele precisava de uma cirurgia que deveria ter sido feita naquele primeiro atendimento”, relatou Alessandra.
Ou seja, ali, percebeu-se a realidade de uma possível negligência médica, o que abalou a família e acabou ativando a busca por uma solução para a situação de Diego - para ontem - já que o tempo não para de correr e as sequelas tentam, a todo custo, se instalar nas mãos do trabalhador.
Desde então, segundo a família, a ausência de encaminhamento adequado e de informações claras no primeiro atendimento passou a ser vista como a principal causa do agravamento do quadro. A percepção é de que houve uma falha na condução inicial do caso, especialmente diante de um ferimento considerado grave até mesmo por leigos. “A gente confiou que tudo estava sendo feito da forma correta naquele momento de urgência”, disse Alessandra.
Com a evolução dos sintomas e a perda progressiva dos movimentos, o que antes era preocupação se transformou em desespero. A avaliação posterior de outros profissionais reforçou a suspeita de que a intervenção necessária não foi realizada no tempo adequado, o que pode ter comprometido diretamente a recuperação do paciente.
Dentro de casa, os reflexos dessa possível falha médica são sentidos diariamente. Diego, que sempre foi ativo e responsável pelo sustento da família, hoje enfrenta limitações que impactam não só o trabalho, mas a própria autonomia. Pai de dois filhos, ele passou a conviver com a frustração de não conseguir manter a rotina que tinha antes do acidente.
Além das sequelas físicas, o abalo emocional também chama atenção da família. De acordo com a irmã, houve uma mudança significativa no comportamento do mecânico após o ocorrido. “Ele mudou muito depois de tudo isso. Ficou mais calado, desanimado, muitas vezes abatido. A gente percebe um comportamento muito triste, como se estivesse perdendo a esperança aos poucos. Para a família, é angustiante ver essa transformação e sentir que ele está sofrendo não só no corpo, mas também por dentro”, relatou.
Familiares de Diego têm um sentimento predominante de decepção e insegurança. A confiança depositada no atendimento inicial deu lugar à dúvida sobre o que, de fato, deixou de ser feito naquele momento decisivo. “Hoje convivemos com a sensação de que algo importante falhou e que isso pode ter mudado o rumo da vida dele”, afirmou Alessandra.
Entre angústia, desespero e incertezas, os familiares seguem em busca de respostas e de uma solução para o caso, enquanto lidam com as consequências que, segundo eles, poderiam ter sido evitadas. "É difícil não pensar que a vida dele poderia estar diferente se tudo tivesse sido feito no momento certo e ele não tivesse passado por um atendimento negligente." Com isso, e diante de toda a situação, medidas legais também são consideradas pela família.
Alessandra criou uma vakinha para ajudar nos custeios da cirurgia e reabilitação de Diego, que deem ficar em R$ 30 mil. . Quem quiser e puder ajudar pode acessar a vakinha por meio deste link. Ou, ainda, é possível fazer doações para a chave pix: 6015458@vakinha.com.br.
Mais informações podem ser obtidas por meio do número (67) 99164-4361.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande pedindo um posicionamento sobre o caso, mas até o fechamento desta matéria, não houve resposta. O espaço do TopMídiaNews segue aberto para manifestações.