30/03/2026 12:34
Caso de cachorro morto a tiro por GCM ganha nova versão e gera divergências em Campo Grande
Segundo versão dos vizinhos, o cachorro não representava perigo
O caso do cachorro morto a tiro por um agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM), no bairro Jardim Tarumã, em Campo Grande, ganhou novos desdobramentos e versões divergentes da repercussão entre moradores. A reportagem tentou contato com o tutor do animal morto, mas ele não foi localizado.
Durante apuração no local, a equipe conversou com moradores e também com a esposa do guarda envolvido na ocorrência. Ela apresentou à reportagem imagens de câmera de segurança que registraram o momento do ataque.
De acordo com o relato dela, o caso aconteceu enquanto a família estava sentada em frente à residência. O filho do casal, de 7 anos, estava próximo ao portão, enquanto o cachorro da família, um Shih-tzu, permanecia ao lado.
Ainda segundo a versão, o vizinho abriu o portão e deixou o cão de grande porte sair para a rua. O animal teria corrido diretamente em direção à criança. Nesse momento, o cachorro da família entrou na frente e acabou sendo atacado. Diante da situação, o guarda sacou a arma e efetuou um único disparo para conter o ataque. Após o tiro, o animal caiu e não resistiu.
A esposa do agente também contestou versões que circulam entre moradores de que o guarda teria agido de forma agressiva ou estaria embriagado.
Sobre o cachorro morto, ela alegou que o animal era agressivo e que já havia demonstrado comportamento hostil anteriormente, chegando a avançar contra pessoas. Segundo ela, moradores da região teriam medo do cão.
Outro ponto destacado foi que o animal não utilizava coleira, focinheira ou qualquer equipamento de contenção no momento em que saiu para a rua.
Por outro lado, vizinhos ouvidos anteriormente pela reportagem afirmam que o disparo foi exagerado e que o cachorro não representava risco, o que reforça a divergência de versões sobre o caso.
A arma do guarda foi apreendida e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.