Campo Grande

11/04/2026 15:15

Cadeirante divide trajeto com matagal e buracos na região leste de Campo Grande (vídeo)

Família relata dificuldade de locomoção de cadeirante autista e cobra providências da Prefeitura

11/04/2026 às 15:15 | Atualizado 06/04/2026 às 13:56 Méri Oliveira
Repórter Top

Uma moradora do bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, denuncia o acúmulo de sujeira, mato alto, além de vários problemas em vias públicas que dificultam a locomoção de pessoas com limitação de mobilidade no entorno, além de gerar riscos à saúde. A situação impacta diretamente nas famílias que dependem da acessibilidade, como é o caso do irmão da denunciante, que é autista e cadeirante, e precisa sair diariamente para passeios. 

Segundo o relato encaminhado ao TopMídiaNews, as calçadas e até mesmo parte das ruas estão com a circulação inviável. “Fica difícil pra gente andar com ele na calçada”, afirma a denunciante, ao destacar que há trechos sem pavimentação adequada, buracos e áreas tomadas pelo matagal.  

Ela comprova o que diz no vídeo enviado à equipe de reportagem, onde é possível ver o irmão dela sendo conduzido na cadeira de rodas em meio a uma calçada tomada pelo mato nas laterais.

O problema também é percebido em outras vias, como a São Vicente de Paula, São Francisco de Assis e Rua Colibri, além de pontos próximos à Rua Joaquim Murtinho. Em alguns locais - moradores relatam - o mato alto invade calçadas e até áreas da rotatória, reduzindo o espaço de circulação e aumentando, assim, o risco de acidentes. 

Além da questão relacionada à acessibilidade que fica prejudicada, há também o receio de que o matagal atraia bichos peçonhentos. “Aparece escorpião, rato, esses animais peçonhentos por causa da sujeira”, relata. De acordo com ela, uma equipe de saúde chegou a ir ao local após uma denúncia e encontrou escorpiões na região.

Solicitações anteriores 

A família relata que já fez várias solicitações antes junto à Prefeitura, mas até o momento, não houve solução para o problema. “Já perdi a conta de quantos registros fizemos, eles falam que a gente tem que aguardar”, desabafa a mulher.

Ela ainda salienta que a situação não afeta somente a pessoas com deficiência, mas também pessoas com mobilidade reduzida - temporária ou não - e idosos. “Uma pessoa com andador, um idoso ou um cego não consegue andar nessa calçada”, considera. 

Diante da falta de resposta, os moradores esperam que a divulgação do caso ajude a acelerar providências por parte do poder público e melhore as condições de limpeza, segurança e acessibilidade na região.

A equipe de reportagem entrou em contato com a Prefeitura para obter um posicionamento sobre o caso, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. 

O espaço segue aberto para manifestações. 

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