06/04/2026 13:00
Mãe de adolescente atropelado cobra empresa de refrigerante por prejuízo em Campo Grande (vídeo)
Garoto nunca recebeu bicicleta prometida pela multinacional e tem de arcar com passe de ônibus
Doralice Mastini, 44 anos, luta para que uma empresa de refrigerantes dê assistência ao filho de 16 anos, atropelado por uma Fiorino da empresa, há oito meses, em Campo Grande. O adolescente teve a bicicleta danificada e hoje arca com prejuízos com vale-transporte.
A mãe detalha que o garoto era menor aprendiz em um supermercado no Residencial Girassóis e foi atingido por uma Fiorino, em setembro de 2025. O veículo comercial avançou o ''Pare'', conforme as imagens, mas não houve ferimentos graves.
Após o acidente de trânsito, funcionários da empresa teriam ido à casa dela e prometido ajuda ampla, inclusive com a entrega de uma nova ou conserto da bicicleta.
‘’Foram na minha casa, tiraram foto de tudo... Prometeram mundos e fundos... Já se vão oito meses e eu não consigo nem falar com esse povo’’, desabafou Doralice. ''Eles são grandões, né [multinacional] e a gente não consegue nem falar com eles'', complementou.
Falando sozinha
A denunciante diz que procurou a Defensoria Pública e que o órgão marcou audiência de conciliação, mas nenhum representante da empresa compareceu. Ela retornou à DPMS e foi orientada a procurar a empresa novamente para tentar um acordo antes de ajuizar ação.
‘’Mandei mensagem pro rapaz da CIPA que foi lá em casa, mas não respondeu. Acionei o rapaz que estava no carro no dia do acidente para fazer acordo, mas nada’’, lamentou novamente.
Prejuízos
Ainda sobre a situação do filho, a mulher diz que gasta com o vale-transporte e que não conseguiu Passe do Estudante porque o garoto mora a 1,5 Km da escola e não a 2 Km, que é a distância mínima exigida para o benefício.
Mastini garante que não quer lucrar em cima de uma empresa por ela ser gigantesca e sim por pôr fim ao drama e ao prejuízo.
"Estou tendo um monte de gastos. Ou eles arrumam a bicicleta ou dão outra’’, cobrou a denunciante.
A última ida à fábrica de refrigerantes na Gury Marques, cruzamento com a Interlagos, diz a denunciante, foi no dia 31 de março. A empresa teria tirado cópia de boletim de ocorrência e outros registros, e foram feitas novas promessas de resolver o caso. Porém, até o fechamento desta matéria, não houve satisfação.
''Meu limite chegou! Menino, são oito meses'', desabafou mais uma vez.
Resposta
Entramos em contato com o funcionário que manteve interlocução com a mãe da vítima e pedimos informações. Igualmente, solicitamos o contato da assessoria de comunicação da fábrica. A comunicação da empresa pediu alguns dias para verificar como está o andamento da solicitação.
O espaço está permanentemente aberto a manifestações.
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