há 4 meses
Falta de funcionários sobrecarrega equipe e expõe alunos em Emei: 'crianças ficam vulneráveis'
Relatos de pais indicam que apenas duas monitoras estariam cuidando de 200 alunos no período da tarde
Pais de alunos da Emei (Escola Municipal de Ensino) Ernesto Garcia, localizada na Vila Eliane, em Campo Grande, denunciam a falta de funcionários, especialmente no período da tarde, o que estaria comprometendo a segurança das crianças dentro da unidade.
Segundo relato de uma mãe, que preferiu não se identificar, o número reduzido de monitores tem gerado sobrecarga nos profissionais e preocupação entre os responsáveis. De acordo com ela, enquanto no período da manhã há cerca de cinco monitores para acompanhar os estudantes, à tarde apenas dois profissionais ficam responsáveis por mais de 200 crianças.
“Ao meu ver isso sobrecarrega os funcionários e deixa as crianças vulneráveis, porque duas pessoas não conseguem dar conta de tantos alunos, principalmente no recreio e na hora da saída”, afirmou.
A mãe, que tem três filhos matriculados na unidade, relatou ainda que a situação já tem reflexos no dia a dia escolar. Segundo ela, pequenos acidentes têm ocorrido com frequência e a liberação dos alunos no fim do período também tem sido mais demorada.
“Perguntei por que as crianças estavam demorando para sair e um funcionário me disse que é pela falta de monitores, porque eles precisam garantir a segurança na entrega dos alunos”, contou.
Apesar das críticas, a responsável destacou que a escola é bem avaliada e que a direção tem buscado resolver o problema. “A escola é muito boa. A direção sempre faz pedidos para a Secretaria de Educação em busca de mais funcionários, mas até agora não teve retorno”, disse.
A situação levanta preocupação entre os pais, que cobram providências para garantir melhores condições de acompanhamento e segurança das crianças.
A reportagem procurou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para comentar sobre a falta de monitores na unidade, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.