Campo Grande

há 4 meses

Falta de funcionários sobrecarrega equipe e expõe alunos em Emei: 'crianças ficam vulneráveis'

Relatos de pais indicam que apenas duas monitoras estariam cuidando de 200 alunos no período da tarde

15/04/2026 às 07:00 | Atualizado 15/04/2026 às 09:31 Brenda Souza
Emei está localizada na Vila Eliane - Reprodução/Google Maps

Pais de alunos da Emei (Escola Municipal de Ensino) Ernesto Garcia, localizada na Vila Eliane, em Campo Grande, denunciam a falta de funcionários, especialmente no período da tarde, o que estaria comprometendo a segurança das crianças dentro da unidade.

Segundo relato de uma mãe, que preferiu não se identificar, o número reduzido de monitores tem gerado sobrecarga nos profissionais e preocupação entre os responsáveis. De acordo com ela, enquanto no período da manhã há cerca de cinco monitores para acompanhar os estudantes, à tarde apenas dois profissionais ficam responsáveis por mais de 200 crianças.

“Ao meu ver isso sobrecarrega os funcionários e deixa as crianças vulneráveis, porque duas pessoas não conseguem dar conta de tantos alunos, principalmente no recreio e na hora da saída”, afirmou.

A mãe, que tem três filhos matriculados na unidade, relatou ainda que a situação já tem reflexos no dia a dia escolar. Segundo ela, pequenos acidentes têm ocorrido com frequência e a liberação dos alunos no fim do período também tem sido mais demorada.

“Perguntei por que as crianças estavam demorando para sair e um funcionário me disse que é pela falta de monitores, porque eles precisam garantir a segurança na entrega dos alunos”, contou.

Apesar das críticas, a responsável destacou que a escola é bem avaliada e que a direção tem buscado resolver o problema. “A escola é muito boa. A direção sempre faz pedidos para a Secretaria de Educação em busca de mais funcionários, mas até agora não teve retorno”, disse.

A situação levanta preocupação entre os pais, que cobram providências para garantir melhores condições de acompanhamento e segurança das crianças.

A reportagem procurou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para comentar sobre a falta de monitores na unidade, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.