Política

05/05/2026 10:05

Em sessão barulhenta, Marquinhos diz que prefeitura 'matou Saúde' para privatizar

Entidades diversas gritam contra projeto para terceirizar duas unidades em Campo Grande

05/05/2026 às 10:05 | Atualizado 05/05/2026 às 11:02 Thiago de Souza
Entidades lotam Câmara contra terceirização - Reprodução assessoria Jean Ferreira

Vereador Marquinhos Trad (PV) foi um dos primeiros a falar sobre projeto da Prefeitura para terceirizar duas unidades de saúde de Campo Grande. A sessão desta terça-feira (5) ocorre diante de protestos de entidades contrárias ao projeto de terceirização. 

Trad disse - durante a fala de lideranças partidárias - que o projeto da prefeita e do secretário de Saúde, Marcelo Vilela, na verdade trata-se de uma privatização. O parlamentar lamentou que o projeto não possui absolutamente nada de transparência e base técnica consistente. 

''Não há documento nenhum que mostre aquilo que é elementar: o custo da saúde por unidade'', observou Trad. Ele também refutou falas de quem defende o projeto, dizendo que a Saúde vai ficar mais barata. 

''O argumento é desonesto, porque inverte causa e efeito", disparou Marquinhos. Na visão do ex-prefeito, a atual precariedade da saúde na Capital é proposital. 

''A prefeita sucateou o RH, paralisou manutenções e isso, na política, tem um nome técnico: incompetência administrativa", disparou. Ele complementou dizendo que o objetivo da prefeitura é ''matar a Saúde por inanição para depois privatizar''. 

Luiza Ribeiro criticou projeto da prefeitura (Foto: TV Câmara)

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) lamentou episódio do vereador Rafael Tavares, que promoveu fiscalização em unidades de saúde e teria chamado profissionais de "parasitas". Ela o chamou de desrespeitoso, agressor e hipócrita. 

Entidades como o Conselho Municipal de Saúde e sindicatos levaram grande quantidade de membros para o plenário da Casa de Leis. Com faixas e cartazes, os grupos rejeitam a ideia de terceirizar os centros regionais de saúde da Capital.