Campo Grande

06/05/2026 09:00

Testemunhas culpam corredor de ônibus inacabado por acidente com morte na Av. Gunter Hans (vídeo)

Moradores afirmaram que a obra tornou o trecho estreito e facilitou os acidentes no local

06/05/2026 às 09:00 | Atualizado 06/05/2026 às 11:02 Rebeca Ferro e Méri Oliveira
Gabriel do Carmo

Obra inacabada pode ter facilitado a morte do jovem Victor Cosme Viana, de 17 anos, na noite desta terça-feira (5). Ele se envolveu em um acidente de trânsito na Avenida Gunter Hans, em Campo Grande, e acabou atropelado por um ônibus. 

Em apuração local, testemunhas afirmaram que o acidente aconteceu após o jovem tentar passar entre um carro de passeio e um ônibus circular, mas que, pelo trecho ser estreito, o motociclista acabou colidindo contra o carro e caindo na pista, momento em que foi atropelado pelo ônibus. 

Um homem que preferiu não se identificar presenciou toda a cena e afirmou que o jovem foi identificado pelos próprios pais. O homem explicou que os pais do rapaz teriam sentido falta dele devido ao horário, e que resolveram sair e fazer o mesmo trajeto que o filho fazia todos os dias, momento em que viram a cena do acidente e identificaram que se tratava do rapaz. 

Segundo apurações locais, acidentes no trecho são comuns, uma por causa da obra inacabada do corredor de ônibus na avenida. A obra foi paralisada em 2021, por causa de problemas com a empresa responsável e, até hoje, não teve conclusão. 

O que deveria ser um terminal de ônibus é uma estrutura de concreto inutilizável no meio da pista que, segundo moradores do bairro, torna o trecho da avenida estreito e favorece acidentes no local. Além disso, o trecho também causa paralisações no trânsito, por causa da interrupção do fluxo de veículos. 

De acordo com o senhor que testemunhou o caso, ele e a sua família já passaram por problemas no local. Segundo ele, a sua esposa sofreu um infarto e, ao tentar levá-la para o pronto-socorro, ele demorou vários minutos para conseguir ter acesso à avenida por meio do trecho próximo ao corredor. 

A redação entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Campo Grande para entender quais as providências serão tomadas quanto à segurança do trecho e andamento da obra, mas, até o momento, não teve retorno.