Saúde

08/05/2026 10:11

Vereadora volta a cobrar CPI da Saúde em Campo Grande

O requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito foi assinado por vereadores ainda em novembro do ano passado

08/05/2026 às 10:11 | Atualizado 08/05/2026 às 10:31 Brenda Souza
Divulgação

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) voltou a defender a criação da CPI da Saúde na Câmara Municipal de Campo Grande após a rejeição do projeto que previa a privatização da saúde pública na Capital. Segundo a parlamentar, a comissão é necessária para investigar a crise enfrentada pela rede municipal e possíveis irregularidades na aplicação de recursos da saúde.

O requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito foi assinado por vereadores ainda em novembro do ano passado. Entre os pontos que seriam investigados estão a falta de medicamentos e insumos nas unidades de saúde, ausência de fraldas, suplementos alimentares, sondas e dificuldades na assistência farmacêutica.

A vereadora também citou denúncias envolvendo a execução financeira da saúde pública municipal.

Outro fator apontado por Luiza Ribeiro é a investigação aberta pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar possíveis irregularidades na movimentação de R$ 156,8 milhões do Fundo Municipal de Saúde de Campo Grande, composto por recursos do SUS (Sistema Único de Saúde).

A apuração teve origem em denúncia apresentada pelo Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande e encaminhada ao TCU pela 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Entre as suspeitas investigadas estão possível remanejamento irregular de recursos federais, despesas realizadas sem empenho prévio e dificuldades de acesso a documentos financeiros da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

Em nota, Luiza Ribeiro afirmou que a derrota da proposta de privatização demonstrou que a população cobra mais transparência na gestão da saúde pública.

“A CPI é necessária para investigar a aplicação dos recursos públicos, entender por que faltam medicamentos, profissionais e estrutura nas unidades e identificar responsabilidades diante de uma crise que atinge diretamente a vida da população”, declarou.

Caso seja instaurada, a CPI terá poderes para convocar gestores, requisitar documentos, ouvir testemunhas e encaminhar conclusões ao Ministério Público e órgãos de controle.