Política

12/05/2026 10:40

Servidores acusados por 'tapa-buraco fantasma' guardavam quase meio milhão em casa

Ex-secretário de Obras na gestão Marquinhos Trad foi preso na operação ''Buraco Sem Fim''

12/05/2026 às 10:40 | Atualizado 12/05/2026 às 11:04 Thiago de Souza
Gecoc e Gaeco prenderam sete na operação - PMCG e Mayara Ortiz

Dois servidores públicos envolvidos em fraudes no serviço de tapa-buraco guardavam quase meio milhão de reais em casa, em Campo Grande. Os dois foram alvos da Operação Buraco Sem Fim, do Gaeco, Gecoc e Promotoria de Justiça de Campo Grande, na manhã desta terça-feira (12).

Conforme divulgou o próprio MPMS, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e prisões, foi achado dinheiro vivo com dois suspeitos, que somaram exatamente R$ 429 mil. No endereço de um servidor, havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo, havia R$ 233 mil, também em notas de real. 

Prisões

Foram sete os presos na operação, entre eles o ex-secretário de Obras na gestão Marquinhos Trad – Rudi Fiorese. Ele foi encarcerado em casa, em um imóvel na Rua das Garças. Outros investigados, já alvo de operações anteriores, também foram presos. 

A investigação policial promoveu uma devassa na sede da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, a Sisep, além de endereços ligados aos investigados. 

A ação é um desdobramento da ''Cascalhos de Areia'', de 2023. Na ocasião, foram presos diversos alvos por suspeita de superfaturamento, serviços não executados e fraudes em contratos com a prefeitura. 

O MP-MS apurou que, entre 2018 e 2025, uma empresa investigada recebeu R$ 113,7 milhões, mas não fazia parte dos serviços e recebia por eles.