12/05/2026 15:50
Motivo para pânico? Campo Grande tem um caso suspeito de hantavírus
SES-MS monitora paciente e diz que Estado não possui caso da doença desde 2019
A SES (Secretaria Estadual de Saúde) divulgou nesta terça-feira (12) que Campo Grande possui um caso suspeito de hantavírus em investigação. O paciente teria dado entrada como Leptospirose, mas o protocolo determina que sejam feitos exames relacionados a outras doenças com sintomas parecidos. Não há informações sobre a identificação do paciente, nem se ele teria viajado para fora de Mato Grosso do Sul ou do Brasil.
Ainda conforme a pasta, a situação epidemiológica da hantavirose no Estado mostra que, de 2015 a 2026, foram notificados 107 casos suspeitos da doença, mas somente sete foram confirmados em toda a região, sendo o último em 2019. Os outros positivos se concentraram nos municípios de Corumbá e na Capital.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, o Estado mantém estrutura permanente de preparação e resposta para doenças de potencial impacto à saúde pública.
“Mato Grosso do Sul possui protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes de saúde e educação em saúde”, afirma.
Sintomas:
Os sintomas iniciais da doença podem incluir febre, dores musculares, dor abdominal, cansaço intenso, náuseas e vômitos. Em casos graves, a hantavirose pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e cardiovascular, exigindo atendimento médico imediato.
Como prevenir:
A orientação é evitar acúmulo de lixo, entulhos e restos de alimentos; armazenar grãos e rações em recipientes fechados; vedar frestas em residências e depósitos; e realizar limpeza de ambientes fechados somente após ventilação mínima de 30 minutos. Também é recomendado não varrer locais com sinais de roedores, utilizando pano úmido e solução desinfetante para evitar a formação de aerossóis contaminados.
Transmissão:
A infecção humana ocorre pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, das fezes e da saliva de roedores infectados. Outras vias de transmissão para seres humanos também já foram registradas, embora ocorram raramente, como via percutânea (lesões na pele ou mordidas de roedores), contato do vírus com mucosas e transmissão entre pessoas descrita ocasionalmente na Argentina e no Chile.
Diagnóstico e tratamento:
Os exames laboratoriais para diagnóstico específico da hantavirose são realizados em laboratórios de referência. Há disponibilização deles pela rede pública de laboratórios para confirmação ou descarte dos casos. O diagnóstico é feito, basicamente, por meio da sorologia.
Atualmente, não há medicamentos antivirais específicos para o tratamento das infecções por hantavírus. Por isso, todo paciente com suspeita de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) deve ser encaminhado o mais rapidamente possível para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O tratamento é de suporte clínico e busca controlar os sintomas e as complicações da doença, podendo incluir hemodiálise, suporte respiratório com oxigenação e medidas para prevenir ou tratar quadros de choque.