Campo Grande

13/05/2026 12:35

Mãe pede fim de julgamentos após morte de menino atropelado no Centro-Oeste

Após críticas nas redes sociais, família afirma que menino de 5 anos vivia rotina comum de brincadeiras no bairro e pede mais empatia diante da tragédia

13/05/2026 às 12:35 | Atualizado 13/05/2026 às 14:28 Sarai Brauna
Arquivo Familiar

A mãe do pequeno Riquelme Asaphe Gonçalves do Nascimento, de 5 anos, pediu que as pessoas parem de criticar a família após a morte do menino, atropelado por uma carreta na região do Bairro Centro-Oeste, em Campo Grande.

Abalada, ela afirmou que o filho apenas vivia uma rotina comum de brincadeiras na rua junto com outras crianças do bairro. “Ali naquela rua, desde que me entendo por gente, sempre foi cheia de pessoas e crianças. [...] Era costume uma chamar a outra para brincar”, explicou.

Nas redes sociais, a família passou a receber comentários responsabilizando os pais pelo acidente por permitirem que o menino brincasse na rua. A mãe disse compreender parte das críticas, mas pediu empatia diante da dor vivida pela família. “Vejo muitas pessoas julgando nós, os pais dele. Mas ali sempre teve muitas crianças brincando. Ele estava num dia normal dele”, afirmou.

A mãe também afirmou que o filho não estava sozinho no momento do acidente e que outras pessoas acompanhavam as crianças na rua. “Eu sei e devo aceitar as culpas que estão nos dando, mas ele não estava sozinho. Tinha gente olhando e crianças junto. Podia ser qualquer criança”, desabafou.

O caso

Riquelme morreu após ser atropelado durante o final da tarde desta terça-feira (12), no cruzamento das ruas Castorina Rodrigues da Luz e Jacuarua, na região do Bairro Centro-Oeste.

Conforme informações do boletim de ocorrência, o motorista relatou que chegava em casa com a carreta quando várias crianças correram em direção ao veículo. Ele afirmou que Riquelme provavelmente teria tentado se segurar na traseira do caminhão, mas acabou escorregando e caindo sob a roda traseira.

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas a criança já estava sem sinais vitais quando a equipe chegou ao local.