há 1 mês
Clínica que vendia remédios vencidos alega inocência: 'não comercializa de forma irregular'
Estabelecimento ainda reiterou que sua atuação é "exclusivamente médica"
A Clínica Canela, que foi alvo de fiscalização na manhã desta quinta-feira (14), em Campo Grande, alega inocência nas acusações. O local, que funciona como clínica estética na Rua Joaquim Murtinho, no Centro de Campo Grande, é investigado após denúncias envolvendo suposta venda irregular de canetas emagrecedoras.
Em nota, a clínica diz que está colaborando com as investigações e que não há vendas ou manipulações de remédios no local. "A instituição reforça que não fabrica, não manipula, não rotula e não comercializa medicamentos de forma irregular. Sua atuação é exclusivamente médica, com avaliação, acompanhamento e prescrição individualizada, quando indicada".
Além disso, o estabelecimento pontuou que não realiza a venda casada, e que os pacientes atendidos possuem liberdade para adquirir qualquer tratamento prescrito em qualquer clínica que for de sua preferência.
Entretanto, a clínica indica que "apontamentos administrativos ou operacionais" serão apurados de forma interna, com medidas imediatas e revisão de protocolos.
"A Clínica respeita o trabalho das autoridades, confia na apuração técnica dos fatos e reafirma seu compromisso com a ética, a segurança dos pacientes, a transparência e o cumprimento da legislação", finaliza a nota oficial.
A fiscalização na clínica reúne equipes da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), Vigilância Sanitária, Procon e CRM-MS. A ação apura denúncias relacionadas à suposta venda irregular de canetas emagrecedoras e outros produtos.
Durante a ação, equipes identificaram problemas como medicamentos vencidos, falhas no carrinho de emergência e prescrições hormonais consideradas inadequadas.
Além disso, os órgãos apuram suspeitas de publicidade enganosa relacionada aos tratamentos oferecidos pelo estabelecimento.