Campo Grande

há 2 meses

Atendimento demorado e falta de remédios: UPA Leblon está na 'lista' do caos na saúde

Crianças passando mal e superlotação marcam mais um show de horror na saúde de Campo Grande

17/05/2026 às 09:30 | Atualizado 16/05/2026 às 10:37 Carol Rampi
UPA Leblon - Arquivo TopMídiaNews

Pacientes denunciam demora no atendimento, falta de médicos e até ameaça na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon, em Campo Grande. As reclamações chegaram ao TopMídiaNews por meio de leitores que relatam situações de descaso enfrentadas na unidade em diferentes dias de atendimento.

Uma das denúncias foi enviada por uma mulher que acompanhava o marido na unidade. Segundo ela, os dois chegaram ao local por volta das 11h30, mas o atendimento só aconteceu às 15h.

“Meu esposo foi reclamar para a assistente social que estava ruim e ela ameaçou chamar a polícia para ele”, contou a denunciante.

Outra reclamação envolve o atendimento pediátrico da unidade. Uma mulher afirmou que procurou a UPA com um bebê de 2 anos e encontrou apenas dois médicos atendendo. “UPA do Leblon, atendimento péssimo, só dois médicos, bebê de dois anos quase morrendo”, denunciou.

Já um terceiro paciente relatou ter permanecido mais de quatro horas aguardando atendimento médico e descreveu cenário de desespero dentro da unidade.

“Tem pessoas desde cedo aqui, parece que não tem médico, o povo está desesperado”, disse. “Queremos uma solução para Campo Grande, o negócio está feio. O povo não merece ser tratado dessa forma; precisamos de médicos”, continua. 

Ele ainda acredita que a cidade poderia ter uma infraestrutura melhor na área da saúde, mas está atualmente ‘largada’ pela gestão municipal. 

“Isso é uma vergonha para a prefeitura: uma capital desse tamanho, qualificada, fazendo o povo sofrer assim. Cadê a prefeita nessas horas? Ela some, a sociedade está doente e ela não faz nada. Na hora do voto, ela correu atrás, agora ‘caga’ na cabeça do cidadão”, desabafa. “O cidadão de bem que paga pelos erros dela. Dói muito ver essa situação”. 

As denúncias ainda apontam superlotação, demora excessiva e sensação de abandono por parte dos pacientes que buscavam assistência médica na unidade de saúde.

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para pedir posicionamento sobre as denúncias. Em nota, o órgão alega que a lotação aumentou o tempo de espera de forma natural, mas que a unidade está sempre preparada para receber as demandas de pacientes: 

Confira a nota na íntegra:

A unidade apresentou elevado fluxo de atendimentos na presente data, o que resultou no aumento do tempo de espera. Ainda assim, a equipe manteve a assistência de forma contínua, sem interrupções nos serviços. No período da tarde, a unidade contou com 6 médicos clínicos, e no período noturno com 8 médicos clínicos e 4 médicos para atendimento pediátrico, garantindo a continuidade do atendimento à população. Destacamos, ainda, que os sistemas SIGS e PEC registram de forma clara a movimentação da unidade e todos os atendimentos realizados pela equipe. De forma transparente, a população pode acompanhar em tempo real o tempo médio de espera e o quantitativo de profissionais em plantão pelo Sistema de Gestão em Saúde (SiGS), disponível em sigs.campogrande.ms.gov.br