há 4 semanas
Após tragédia na UPA Leblon, família cobra respostas e pacientes relatam descaso na triagem (vídeo)
Pacientes se sentem abandonados em unidades de saúde
Após a morte da menina Hannah Julia Romeiro Nolasco, de 8 anos, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon, pacientes voltaram a denunciar problemas no atendimento da unidade de saúde. Nesta quinta-feira (21), a reportagem esteve na UPA Leblon e ouviu pacientes que relataram demora no atendimento, falhas na assistência social e problemas na triagem.
Um homem de 45 anos contou que está há quatro dias na UPA aguardando atendimento e apoio social. Recém-chegado do Paraná, ele afirmou não possuir familiares ou conhecidos em Campo Grande e suspeita estar com tuberculose.
Segundo o relato, ele procurou atendimento após apresentar febre intensa, tosse e dores nas costas. O homem disse que solicitou exame para diagnosticar tuberculose, mas foi informado de que o procedimento só seria realizado em uma UBS (Unidade Básica de Saúde). Ainda conforme ele, nenhum encaminhamento teria sido fornecido pela equipe médica ou pela assistência social.
A situação preocupa porque, caso a suspeita se confirme, o paciente estaria permanecendo em um ambiente com grande circulação de pessoas, incluindo crianças e acompanhantes.
Além disso, uma mulher relatou demora no atendimento do CRS (Centro Regional de Saúde) Coophavilla II. Segundo ela, a filha machucou o pé e aguardou cerca de duas horas apenas para passar pela triagem. Depois disso, ainda precisou ser encaminhada até a UPA Leblon para realizar exame de raio-x.
O caso da pequena Hannah segue repercutindo na Capital. A família acusa unidades de saúde de negligência médica após a criança passar diversas vezes pelo CRS Coophavilla II e pela UPA Leblon sem que o quadro clínico fosse identificado corretamente. Segundo a mãe, a menina morreu após horas de agravamento dos sintomas e dificuldades para receber atendimento adequado.