Campo Grande

23/05/2026 16:45

Manifestação reune trabalhadores contra o fim da escala 6x1 no centro de Campo Grande

O protesto busca conscientizar a população sobre a necessidade de mudanças trabalhistas

23/05/2026 às 16:45 | Atualizado 23/05/2026 às 15:10 Carol Rampi
Divulgação

Trabalhadores de diversas categorias se reuniram na manhã deste sábado (23), na região central de Campo Grande, para manifetação em prol do fim da escala 6x1. O ato foi promovido por sindicatos, federações, associações de classe e centrais sindicais ligadas à Frente Brasil Popular-MS, entre elas a CUT-MS (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul).

A mobilização aconteceu na Avenida Afonso Pena, esquina com a Rua 14 de Julho, um dos pontos de maior circulação da Capital. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes buscaram sensibilizar a população sobre a necessidade de mudanças na legislação trabalhista, defendendo mais qualidade de vida para os trabalhadores brasileiros.

Entre os líderes do movimento estava Vilson Gimenes, presidente do STICCG  (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande) e coordenador da CUT-MS. Segundo ele, a atual escala 6x1 compromete o convívio familiar, a saúde física e mental e até mesmo as oportunidades de crescimento profissional dos trabalhadores.

“A luta pelo fim da escala 6x1 é uma luta por dignidade humana. O trabalhador precisa ter tempo para conviver com a família, cuidar da saúde, estudar, se qualificar e viver com mais equilíbrio. Não é justo dedicar praticamente toda a vida apenas ao trabalho, sem tempo para viver”, afirmou Vilson Gimenes.

O dirigente sindical destacou ainda que a proposta em tramitação no Congresso Nacional representa uma pauta importante para milhões de brasileiros e precisa ser debatida com responsabilidade pelos parlamentares.

“Estamos nas ruas dialogando com a população e também buscando sensibilizar os deputados e senadores de Mato Grosso do Sul para que votem favoravelmente aos trabalhadores. Essa mudança acompanha uma realidade mundial de valorização da qualidade de vida e da produtividade com mais equilíbrio nas relações de trabalho”, acrescentou.

Durante toda a manhã, os participantes distribuíram materiais informativos e conversaram com motoristas, comerciantes e pedestres que passavam pela região central, reforçando a defesa de jornadas mais humanas e de melhores condições para os trabalhadores brasileiros.