Campo Grande

há 2 semanas

Fãs de patins e skate ficam sem treinar por sujeira e escuridão na pista no Parque das Nações

O instrutor afirma que, se quiser usar o local, precisa fazer a manutenção por conta própria

30/05/2026 às 07:00 | Atualizado 30/05/2026 às 09:40 Rebeca Ferro
Arquivo Pessoal

Instrutor de patins, Hudson Kassio Tolentino Martins, de 35 anos, denuncia o abandono da pista de skate localizada no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. Sem limpeza adequada, quem deseja utilizar o espaço precisa fazer a manutenção por conta própria, mesmo sendo responsabilidade do poder público. 

"Hoje em dia a pista de skate é mantida pelos próprios frequentadores. Sabe, não é questão de manter o que já tem, mas sim de reforma, pintura. Os obstáculos que têm lá, tudo é feito pelos próprios praticantes de skate, de patins, caixote, essas coisas, tudo feito por vaquinhas. Muitas vezes a falta da manutenção da limpeza é feita pelos próprios frequentadores, porque não têm um cuidado". 

Um dos problemas mais frequentes encontrados por quem utiliza o espaço são as fezes de capivara que, segundo Hudson Kassio, permanecem no local por muitos dias sem limpeza. Além disso, a falta de iluminação deixa o parque perigoso para os frequentadores. 

"Há aproximadamente um ano foi feita uma revitalização na iluminação, só que essa revitalização, que deixou uma iluminação muito boa, durou alguns meses; depois estragou e nunca mais arrumaram", lembra. 

O instrutor destaca que o descaso não se limita à estrutura, mas também ao esporte, uma vez que impede os praticantes não possuem espaço para praticar e concorrer na modalidade olímpica. "O pessoal do skate, que tem federação, nem eles conseguem informar quando a iluminação da pista vai voltar, sendo que é um local de treino". 

A situação estava um pouco melhor há alguns meses, mas agora é impossível utilizar a pista depois das 17h.  "Há alguns meses, a luz até acendia um pouquinho, sabe, bem fraco, e ficava piscando, mas dessa vez agora está completamente apagada. Sabe, a gente não tem, sabe, uma resposta, não sabe quando vai arrumar e já se passou um ano, passou dois anos e continua do mesmo jeito."

Hudson Kassio afirma que já entrou em contato com a administração do parque, mas que nada foi feito, e se indigna porque o pedido é pelo básico. 

A redação entrou em contato com o Governo do Estado para falar sobre a situação e aguarda retorno. 

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