Polícia

25/05/2026 11:00

Adolescente foi perseguido e chegou a gritar durante execução em Dourados; suspeito fugiu de moto

A mãe do menor assustou com os barulhos e, ao sair, encontrou o filho caído em um dos quartos, já sem sinais vitais

25/05/2026 às 11:00 | Atualizado 25/05/2026 às 11:54 Brenda Souza
Reprodução/Sidnei Bronka

O adolescente de 16 anos que morreu ao ser baleado dentro de casa em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, teria sido perseguido pelo atirador durante a noite deste domingo (24).

Conforme o registro policial, familiares contaram que o menor estava na área externa da casa enquanto os demais moradores já dormiam. Pouco depois, foram ouvidos os primeiros disparos e o grito do adolescente ainda do lado de fora.

Na tentativa de escapar do atirador, o jovem correu para dentro da residência. O suspeito, porém, invadiu o imóvel e efetuou novos tiros, atingindo o adolescente dentro de um dos quartos. Ele morreu ainda no local.

A mãe da vítima contou à polícia que acordou assustada com cerca de três estampidos e ao sair encontrou o filho caído no chão. Ela afirmou ainda ter ouvido o barulho de uma motocicleta deixando o local logo após os disparos.

No momento do crime estavam na casa a mãe do adolescente, a esposa dele e duas crianças.

Conforme testemunhas, dois homens chegaram ao endereço em uma motocicleta vermelha. O passageiro, apontado como autor dos disparos, seria magro, teria aproximadamente 1,70 metro de altura, estava sem capacete e vestia calça jeans e blusa preta. O condutor usava roupas escuras.

Após a execução, a dupla fugiu pela Rua Monte Alegre, no sentido bairro-centro e não chegou a ser localizada.

A perícia constatou ao menos três disparos de arma de fogo. Como não foram encontrados estojos deflagrados, a suspeita é de que o crime tenha sido cometido com um revólver. Um projétil foi recolhido no local para análise.

Familiares disseram à polícia que desconhecem desavenças ou dívidas envolvendo o adolescente.

Diante da situação, o caso foi registrado como homicídio simples na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da cidade e será investigado.