Polícia

há 2 meses

Jogador de futebol é encontrado morto com mãos e pés amarrados na fronteira

Corpo de Richard David Rivarola Núñez, de 28 anos, estava parcialmente carbonizado ao lado de uma motocicleta em estrada rural

27/05/2026 às 15:18 | Atualizado 27/05/2026 às 14:04 Diana Christie
Terraza Informativa/Urundey 103.3 FM

O corpo de um homem com as mãos e os pés amarrados foi encontrado parcialmente carbonizado na manhã desta quarta-feira (27), em uma estrada rural próxima ao Cemitério Alemão, no bairro de Cerro Cora'i, em Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã do lado brasileiro.

A vítima foi identificada como Richard David Rivarola Núñez, de 28 anos. Ele era jogador de futebol do Club General Díaz, equipe da Liga Desportiva de Amambay. Segundo a rádio Urundey 103.3 FM, o reconhecimento foi realizado por familiares e pelo cruzamento de dados no AFIS (sistema de identificação da Polícia Nacional).

Policiais isolaram a área após um alerta sobre a presença do cadáver. No local, encontraram o jovem com os braços e as pernas atados por um barbante vermelho. Ele vestia moletom preto com detalhes brancos, camisa branca de manga comprida e chuteiras de marca na cor creme. Uma motocicleta Honda estava completamente destruída pelo fogo ao lado da vítima.

O chefe da delegacia, comissário Carlos Gómez, relatou as condições da cena do crime à rádio Urundey 103.3 FM. "O corpo estava queimado da cintura para cima, e uma motocicleta Honda foi incinerada ao lado", afirmou o policial. A suspeita dos investigadores é que o assassinato e as torturas ocorreram em outro endereço, e a área deserta serviu apenas para o descarte dos restos mortais durante a escuridão.

A viúva da vítima reconheceu as feições do marido preservadas do fogo e uma tatuagem de escorpião na mão direita. Ela explicou à emissora que o atleta estava desempregado e saiu da residência da família, no bairro de Yvypé, na tarde de quarta-feira (26). Ele usava o uniforme de futebol e conduzia a mesma motocicleta encontrada na cena.

"Ele estava agindo normalmente conosco nesses últimos dias; não me disse nada e ninguém o ameaçou", declarou a jovem. Ela relatou que o celular do companheiro permaneceu desligado durante toda a noite, mesmo após repetidas ligações. O casal vivia com dois filhos, de 2 e 8 anos.

O local do crime permaneceu preservado até a chegada dos peritos, do médico legista e do promotor de plantão, responsáveis por autorizar a remoção formal dos restos mortais. A apuração sobre a autoria e a motivação do assassinato terá continuidade com o Departamento de Homicídios e o Ministério Público.