Política

02/06/2026 19:30

EUA: Nelsinho pede cautela por tarifaço e quer ouvir setores da economia para 'medir prejuízos'

Parlamentar de MS é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado

02/06/2026 às 19:30 | Atualizado 02/06/2026 às 18:03 Thiago de Souza
Trad pede cautela sobre tarifaço dos EUA - Reprodução Flickr Nelsinho

Senador Nelsinho Trad (PSD) deu entrevista coletiva, nesta terça-feira (2), para se posicionar ante um provável novo tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil. Ele pede cautela, mas quer informações dos setores produtivos para avaliar quais e como eles podem ser afetados. 

Trad é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Ele destaca que a medida americana ainda passará por consulta pública, audiência e decisão final do governo dos Estados Unidos. 

Porém, o senador de MS avalia que o Brasil precisa usar todos os caminhos disponíveis para poder defender seus interesses. Sobre os setores a serem afetados, Nelsinho quer ouvir todos os atores envolvidos no processo. 

''Não dá para cravar os impactos e precisamos ouvir setor por setor'', refletiu Trad. Ele pediu que produtores, empresas e entidades representativas tragam dados concretos, como contratos, produtos, códigos tarifários, mercado, custo e risco de perda para a Comissão do Senado avaliar. 

''Se não houver reversão [da medida], setores serão afetados'', estimou o parlamentar. 

Diálogo

Nelsinho foi questionado sobre canais de diálogo com autoridades americanas, sobretudo com o Legislativo daquele país. Isso porquê ele liderou, em 2025, comitiva brasileira para reverter tarifas extras impostas pelo governo naquela ocasião. As medidas anteriores foram, em grande parte, anuladas. 

O parlamentar de MS destacou também que os canais de diálogo continuam importantes. Inclusive citou que recebeu, recentemente, emissários americanos e que a interlocução continua.  

''Nesse momento a CRE vai ouvir setores afetados, com o Itamaraty e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e setores das interlocuções empresariais dos Estados Unidos. O objetivo é o mesmo: reduzir ruídos, apresentar argumentos e defender interesses do Brasil'', enumerou Trad Filho.