06/06/2026 16:10
Pastor evangélico persegue pai de santo no Lageado: 'falou que iríamos para o inferno' (vídeo)
Homem ainda teria chamado pessoa idosa de 'satanás' durante ato de intolerância religiosa
O pai de santo Paulo Henrique da Silva e a família, incluindo a mãe idosa, foram alvos de intolerância religiosa e perseguição de um pastor evangélico no bairro Parque do Lageado, em Campo Grande.
Em vídeos gravados pela vítima, que é dirigente de um terreiro de umbanda no bairro, é possível ver o religioso, da Igreka Ministério de Jesus Cristo da Última Hora, realizando ofensas contra Paulo e contra religiões de matriz africana.
Tudo teria começado após ele se ausentar por instantes de casa, conforme explica para a reportagem do TopMídiaNews. "Tinha saido para ir no mercado, e a minha sobrinha me ligou, dizendo que um pastor havia passado, afirmando que se não mudasse de religião, todo mundo ia ser condenado e iria para o inferno. Na hora que soube fui atras da pessoa, junto a minha sobrinha, para entender essa situação".
Ao encontrar o pastor em uma rua próxima, o pai de santo contestou as falas ditas, mas foi nvoamente atacado. "Ele começou a falar que a palavra dele é 'verdadeira'. Minha mãe,que é idosa, também começou a falar com ele, momento em que ele virou e disse 'abaixa o tom satanás'".
O pastor então se dirigiu ao terreiro, gritando "eu morro e vou para a cadeia, mas vou com a palavra verdadeira. Eu morro pela verdade. Jesus falou que feiticeiro, macumbeiro e umbandista não herdarão o reino dele".
Ainda conforme as imagens, o homem chega a se ajoelhar em frente ao local religioso, pregando e gritando com uma bíblia em mãos, acompanhado de outras pessoas, ressitando trechos bíblicos.
Segundo Paulo, a situação é um desrespeito com sua fé. "Não quero que isso aconteça com mais pessoas. Precisamos ter um posicionamento na cidade, precisamos de respeito".
Após o ocorrido, os envolvidos buscaram orientação jurídica junto ao Instituto Yalodê, que explicou ter uma equipe jurídica para atender pessoas que necessitam de acompanhamento em situações como essa.
A família fez boletim de ocorrência e o caso foi registrado como praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de religião.